terça-feira, 28 de junho de 2011

Blackitude do Black-Bahia ao Black-Rio

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Da África pra Bahia da Bahia pro Rio

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Negros e Negras em Movimento


BlacKitude: Vozes Negras da Bahia

Agenda Rio de Janeiro - 30/06 a 03/07/11


1. Sarau Bem Black - Unidade de Poesia Preta


FEBARJ - Lapa -RJ - Quinta 30 - A partir das 19h
Com: Nelson Maca, Lázaro Erê, Lee 27 e Dj Joe
Participação: Vera Lopes (POA) - Ellen OLéria (BSB) - Quênia Lopes (RJ)


2- Seminário
UFF / Parte 1
A palavra viva – nosso patrimônio africano e indígena.


Angra dos Reis - Sexta 01 - A partir das 20h
Local: Salão Casa Laranjeiras. Praça Zumbi dos Palmares - Centro

Mesa de abertura:
Drama, Música e Poesia:
Algumas Possibilidades Textuais da Negritude

Palestrantes:
Nelson Maca. (Blackitude.BA - UCSal/BA)
Ellen Oléria (Cantora/BSB)
Vera Lopes. (Grupo Caixa Preta/RS)
Mediadora: Maria das Graças (UFF)

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3- Seminário
UFF / Parte 2
A palavra viva – nosso patrimônio africano e indígena

Angra dos Reis - RJ - Sábado 02 - A partir das 10h
Local: Casa de Estuque. Estrada Santa Rita -
Quilombo Santa Rita do Bracuí

Oficina: Razões e Práticas de um Sarau Bem Black, 10:00

Coordenador: Nelson Maca (Blackitude.BA)

Participação:
Lázaro Erê (Rap)
Lee27 (Graffiti)
Dj Joe

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4- Seminário UFF - Parte 3

A palavra viva – nosso patrimônio africano e indígena

Angra dos Reis - RJ - Sábado 02 - A partir das 14h
Local: Casa de Estuque. Estrada Santa Rita - Quilombo Santa Rita do Bracuí

Sarau Bem Black
Poesia, Música, Grafite e algo mais... , das 14:00 às 17
:00

Coordenação: Nelson Maca (Blackitude.BA/UCSal)

Participação: Dj Joe (Blackitude/BA) - Ellen Oléria (Cantora/BSB) - Lee27 (Blackitude/BA) - Lázaro Erê (Sarau Bem Black/BA) - Quênia Lopes (Tranças e Produções Afro/RJ) - Vera Lopes. (Grupo Caixa Preta/RS) - Poesia Favela (Coletivo de Poetas/RJ)
*Microfone aberto â plateia!


5- Seminário UFF - Parte 4

A palavra viva – nosso patrimônio africano e indígena

Santa Rita do Bracuí - RJ - Sábado 02 - A partir das 18h

Jongo do Bracui
Coordenador: Delcio Bernardo (UFF)

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6-
Sarau Providencial

Morro da Providência - RJ - Domingo 03
Presença de Nelson Maca - De Rolê (CONFIRMAR)

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:: Equipe Organizadora do Seminário:


Professores:
Perses Canela, José Luiz Antunes, Maria das Graças Gonçalves, Délcio José Bernardes.

Alunos bolsistas
: Andrew Cesar, Caroline Nascimento, Clariana Morato, Gisele Milagres, Marcia Meireles, Priscula Marques e Rejane Miranda.

Eles são os principais culpados por essa nossa nova ação de Conhecimento, Amor e Negritude!

:: Produtores do Sarau Bem Black - FEBARJ:
Quênia Lopes e Zezzynho Andraddy!

Estamos em estratégia Quilombola!

:: Articuladores do Poesia Favela:
Adriana Facina e Abel Cavaco

Nossa coligação com a poesia divergente da cidade meio-maravilhos!

:: Articulador do Sarau Providencial
João Guerreiro

Preparando o futuro providencialmente!

:: Produção de Ellen Oléria
Suelene Couto

Construindo a entrada solidária: "por onde passa um negro, passa uma negrada!"

:: Articuladora do Memorial Lélia Gonzales:
Ana Fellipe

Sem palvras: nosso sistema de comunicação primordial!

:: Super reforços bélico-amoroso:
Robson Veio, Zezé Olukemi, Laíla e Laise

Caramba: falar o que dessa turma aí?

:: Solidariedade política-generosa:
Daganja, Opanijé, Rangel Blequimobiu e Versu2,
Yuri e in.vés

Beats e Vozes que abrem caminhos!!

:: Junto até pra lá dos limites:
Dj Sankofa, Junior e Sankofa African Bar

Quase uma recosntituição histórica! Um reencontro!!

:: Simplesmente a Alma e Voz de nosso movimento-coletivo:
Ana Cristina Pereiara e Penga Designer (Só Love pros dois)

Amo esses dois do fundo de meu Reator!


A Família é grande e dispersa, mas Mãe só temo Uma:
África! One People! One Love!!

A Encruzilhada que nos encruzilha é dele!

ThankYou,EXU

Meu Agradecimento e Respeito a todos que estão fortalecendo essa nossa viagem física e jornada espiritual. Quando a voz chamou, vocês responderam sem titubear!!
Isso chama-se também Black Power!! Obrigado!

Nelson Maca - Blackitude.BA


(Imagens: folder-seminário por Andrew Cesar; palfleto Sarau Bem Black por Penga Desiger; foto1.Nelson Maca, 2.Ellen Oléria, 3.Vera lopes, 4. Lázaro Erê, 5.Lee27, 6.Dj Joe, 7.Jongo de Bracuí, 7.Crianças do Morro da provideência)


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domingo, 26 de junho de 2011

#SarauBemBlack-Blackitude #UnidadeDePoesiaPreta

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Blackitude.RJ
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Sarau Bem Black

Unidade de Poesia Preta


Nelson Maca - Lazaro Erê - Joe - Lee27

Convidadas especiais
Ellen Oléria (BSB) - Vera Lopes (POA)

Ritmo Poesia e Imagem em Harmonia na FEBARJ
(Federação dos Blocos Afro do Rio de Janeiro)

Rua da Lapa n.39 Lapa -
Dia 30 de Junho - 19h - Entrada Livre
*Microfone aberto aos poetas da plateia!

A Vibração Poética da Negritude é Positiva!

Realização - Blackitude: Vozes Negras da Bahia
Zezzynho Andraddy & Quênia Tranças (RJ)
Apoio - FEBARJ / Negros e Negras em Movimento – UFF

Info: 21-8004.3110 / 21-9626.4520 / 21-86749977

sábado, 25 de junho de 2011

Um Cheiro de Clássico no Ar!

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Vamos voltar à Realidade

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Marechal

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Articulação Nacional Fela Kuti

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Fela Day Brasil 2011

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Veja como a lista cresce...

Jã são 13 manifestações de adesão em 3 estados!

Entre também nesta Corrente de Amor e Luta e promova uma ação pontual na sua área. Componha com a gente o Fela Day Brasil 2011 na base, centrado de maneira consciente na experiência de FELA KUTI. Com mais amplidão que essa gozolândia que já se anuncia por aí . Nossa intenção continua centrada no desejo de promover iniciativas pulverizadas pelo Brasilsão afora. Algo mais amplo não somente na abrangência geográfica, mas nas possibilidades de realização e variação de público. Vamos curtir o som, porém não vamos cair nas estereotipias superficias e fáceis. Precisamo realçar a Ação Panafricanista deste cara incrível, sem, no entando, deixar de debater as limitações e contradições do homem Fela Anikulapo Kuti.

Quem vai-vem-vai pro arrebento? 15 de Outubro 2011

01. Blackitude.BA
02. Sarau Bem Black.BA
03. Sankofa African Bar - BA
04. ZineZeroZero - B.Boy Press - RJ
05. Rasura (Pesquisa - UFBA) - BA
06. Omoshola (Artes Africanas) - BA
07. Bahia na Rede (Site) - BA
08. Negro Freeza (Ilhéus) - BA
09. Alexandre de Maio (Catraca livre) - SP
10. Sarau Elo-da-Corrente - SP
11. Agenda Negra - EuApoioRapBa - BA
12. Positivoz - BA
13. Arte*risco - BA
...

:: Bote seu nome na lista dos que acelerarão os motores da divergência, para despertar seu entorno e somar para sacudir este Brasilsão dorminhoco de tão cordial.

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Blackitude FOR-RAP!



FOR-RAP


Um São Jo
ão Bem Black!
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Ou será o São Benedito!?

Blacktitude une rap e arrasta-pé em fes
ta preparativa para
a turnê do Sarau Bem Black no Rio de Janeiro


Aproveitando o clima junino e a proximidade da realização do primeiro Sarau Bem Black no Rio de Janeiro, o coletivo Blackitude une o útil ao agradável, promovendo um encontro em pleno dia de São João, mas com a cor de São Benedito, com objetivo de arrecadar fundos para a viagem. A festa acontece sexta, dia 24, a partir das 20h, no Sankofa African Bar (Pelourinho), com ingressos a R$10.

Para manter a pegada black, o FOR-RAP convocou cinco dos nomes mais expressivos do rap produzido hoje em Salvador: Versu2, Robson Veio & Mauro Telefunksoul, Opanijé, in.vés e Daganja. Junta-se a esse seleto grupo o Dj Joe, que tem a incumbência de estabelecer o contraponto, tocando repertório com o melhor do baião, do forró e afins, com destaque para as músicas de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Genival Lacerda. Além da noitada musical, o evento conta com a performance poética de Nelson Maca e convidados. Ao longo do evento, no andar superior do espaço, serão exibidos, ininterruptamente, vídeos de shows e documentários sobre os forrozeiros.

O Sarau Bem Black, que acontece às quartas feiras no Sankofa, completa dois anos em setembro. Já consagrado na vida cultural de Salvador, tem sido motivo de palestras e ofcinas na Bahia e em outros estados. No Rio de Janeiro, terá uma edição na Lapa no dia 3o de junho. Da capital segue para Angra dos Reis, sendo o tema abordados pelo professor Nelson Maca na mesa de abertura do Seminário "A palavra viva -nosso patrimônio africano e indígena" do Curso de Especialização Diversidades e Interculturalidades produzido pela Universidade Federal Fluminense.

No dia seguinte (02/07), o grupo segue para o remanescente de Quilombo Santa Rita do Bracuí, onde Nelson Maca ministrará workshop seguido de uma edição do Sarau Bem Black, com participação dos ativistas do Coletivo Blackitude.BA DJ Joe, rapper Lázaro Erê e grafiteiro Lee27. O Sarau carioca ganha reforço com duas convidadas especiais: a atriz Vera Lopes, de Porto Alegre, e a cantora e compositora Ellen Oléria de Brasília.

O FOR-RAP é uma ação solidária de todos os artistas envolvidos, e também do Sankofa African Bar, no intuito de arrecadar verba para que a caravana da Blackitude que segue para o Rio possa levar outros ativistas além dos patrocinados pela UFF. E também para o grupo possa desenvolver outros intercâmbios artísticos na Cidade Maravilhosa.


PARTICIPANTES DO FOR-RAP


Dj.J.o.e

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Morador do Cabula, DJ Joe é um dos principais articu
ladores do coletivo Blackitude. Ex-integrante do grupo RBF – Rapaziada da Baixa Fria, tem desenvolvido projetos comunitários, envolvendo os quarto elementos da cultura hip hop, assumindo pessoalmente o comando dos pick ups. Atua como dj residente dos eventos e parcerias da Blackitude, com o qual desenvolveu, em juntamente com o Instituto Cultural Steve Biko duas Oficinas de Formação de Jovens DJs, monitorando o DJ Edílson. No Sarau Bem Black, tem a tarefa de, a cada uma das 4 edições inaugurais, homenagear um ícone na música negra mundial.

Twitter.com/Joeblackitude


Daganja

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Com alguns anos de estrada no RAP baiano, Alan dos Santos, mais conhecido Daganja, é um dos rappers mais destacados da Bahia hoje. Iniciou sua carreira solo com o disco "Entre versos e prosas", lançado em 2008 numa parceria do artista com entre o Selo Positivoz, Studio FreedonSoul Rec e a Coro de Rato Produções. O disco apresenta influências do samba, reggae, soul, dub, MPB e de músicas de raízes caribenhas, tudo isso misturado às fortes batidas de rap. Tem se ap´resentado não somente em Salvador, mas também nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Particou dos grupos Afrogueto e Testemunhaz. Com este teve seu primeiro registro fonográfico independente com o título "A Vida nos ensina". Levou o RAP ao carnaval por três anos seguidos: em 2008 no Trio Africa900, 2009 no trio Bahia Sound System e 2010 no trio Sistema de som Perambulante. Também Compõe musicas com cantores de outros estilos, a exemplo das parcerias com seus conterrâneos Magary e Marcio Victor. Daganja é ainda produtor do projeto Baile Black Burn, que acontece mensalmente no bairro do Rio Vermelho e que representa uma expressiva vitrine para DJ´s e Mc´s de Salvador e do Brasil.

www.myspace.com/mcdaganja - Twitter.com/Daganja


I
n.vés

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Formado em 2004, o grupo conta com os mcs Yuri, G-joca, Dom e Ricardo. Em seus loops, samples e rimas busca uma sonoridade contundente e letras politizadas. O grupo in.vés teve participações em eventos como o projeto Gabiru (viva nordeste), sistema de som perambulante nas comunidades (SESI), Subsolo (Casa de Artes do Pelourinho), na primeira edição do projeto Remix-se (Pátio do ICBA), Vitrola 71 (Zauber), 2 edições do baile Bassbeat (Boate Boomerang). Este ano, o grupo lançou seu álbum de estréia, Primeira Passagem, assinado pela CORO de RATO Produções, Santa Fé e Positivoz.

http://toquenobrasil.com.br/rede/yuriloppo/ / twitter.com/YuriLoppo


Opanijé
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O grupo de RAP Opanijé surgiu no final de 2005, tendo como integrantes, Lázaro Erê (voz e letras), Rone Dum-Dum (voz e letras) Dj Chiba D (toca-discos) e Zezé Olukemi (percussão). Com letras que ressaltam a cultura negra e a ancestralidade africana, a banda une a modernidade dos samplers, efeitos e batidas eletrônicas e a tradição cultural afro-baiana, como o uso de berimbaus, instrumentos percussivos e cânticos de candomblé. Já dividiu o palco com alguns dos nomes mais expressivos do cenário nacional, e exemplo de Thaide, B. Negão, Z’África Brasil e GOG. Integra o elenco fixo do Sarau Bem Black, organizado pelo Coletivo Blackitude. No momento, o Opanijé encontra-se em, gravando seu primeiro cd, que tem como produtor André T. Este projeto resulta de sua aprovação no edital de Vivo.

www.myspace.com/Opanije / twitter.com/opanije


Robson Veio
& Mauro Telefunksoul

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Robson Veio & Mauro Telefunksoul acabam de lançar a Mixtap SEI LÁ!, uma homenagem despretensiosa à cultura livre. Toda a produção foi gravada em espírito coletivo, tendo somente como pré-requisito a vontade de criar um projeto juntos. Dj Mauro Telefunksoul é figura conhecida pelas suas performances em eventos de música eletrônica e acompanhando a banda Negra Cor, além das investidas experimentais. Robson Véio tem uma longa carreira na cena roqueira soteropolitana. Integrou bandas históricas da cidade, como a No Deal. Sem Acordo, Lisergia e Lumpen. Como resultante de suas influências musicais anteriores, realiza em suas rimas faladas sobre as bases musicais produzidas por Mauro algo próximo do denominado Hardcore-Rap.

http://soundcloud.com/user5866188/mauro-telefunksoul-robson-v-io
twitter.com/Robson_veio / twitter.com/Telefunksoul


Versu2

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Criada em 2008, é
formado pelos MC’s Coscarque e Blequimobiu e pelo Dj Gug. Em suas letras e rimas, o grupo fala do cotidiano urbano, emoções, anseios, contradição, dualidade humana e a mensagem original do Hip-Hop (Paz, amor, diversão e conhecimento). Com a primeira música, Pra Fazer o que Gosta, o grupo disputou a final do VI Festival de Música da Educadora FM. No final de 2009, lançaram o primeiro vídeo clip, dirigido por Felipe Franka, Participaram de importantes eventos, como a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial em Brasília; Festival de Verão 2009 e 2010, agitando a Tenda Eletrônica da Skol com Dj Big T; Boom Bahia Music Festival, no Pelourinho, entre outros. Em 2011 fizeram show na final do Festival RPB (CUFA) em Fortaleza (CE) e se apresentaram em Belo Horizonte (MG) no Duelo de MCs, Festa BumBep e no lançamento do Coletivo Bambata, no Lapa Multshow.

www.myspace.com/versu2 / www.versu2.com / twitter.com/versu2


FICHA

O quê: FOR-RAP - Um São João Bem Black! Ou será o São Benedito?
Atrações: Dj Joe - Versu2 - Robson Veio & Mauro Telefunksoul
Opanijé - in.vés – Daganja
Quando: dia 24/06 a partir das 20h
Onde: Sankofa African Bar: Rua Frei Vicente, Pelourinho
Entrada: R$10 / Antecipada: casadinha - R$15

Informações: 9130.4618/9176.5755/9289.1049/ blackitude@gmail.com

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Campanha Reaja Comenta o "Pacto Pela Vida!

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Campanha Reaja Adverte!

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Algumas Considerações sobre o Projeto de Segurança Pública do Governo do Estado da Bahia em Parceria com Outros Poderes de Justiça O Pacto Pela Vida


"Apresentação

A Campanha Reaja é uma articulação de movimentos e comunidades de negros e negras da capital e interior do Estado da Bahia, com uma interlocução nacional com organizações que lutam contra a brutalidade policial, pela causa antiprisional e pela reparação aos familiares de vítimas do Estado (execuções sumárias e extra-judiciais) e dos esquadrões da morte, milícias e grupos de extermínio [...]

A Campanha Reaja apresentou uma série de relatórios, informes, dossiês, denúncias e recomendações a vários organismos nacionais e internacionais, como ONU, OEA, Anistia Internacional, OAB, Defensoria Pública, Comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, da Assembléia Legislativa e o próprio Governo do Estado, independente de quem estivesse em seu comando. Para nós, o direito a vida e vida digna sem racismo e violência está para além da conjuntura.

Sendo assim, vimos através desse documento declarar nossa posição sobre a política de segurança pública em curso e fazer uma análise embrionária sobre o programa Pacto Pela Vida, lançado no dia 06/06/2011 pelo governo do Estado da Bahia. [...]

Apresentamos a essa plenária alguma considerações sobre segurança pública, relações raciais, sistema de justiça na sua interação com pressupostos racistas, homofóbicos e sexistas que impedem a concretização dos princípios republicanos e democráticos, tão repetidos por Sua Excelência, o Governador do Estado da Bahia Jaques Wagner, listando algumas questões de extrema importância a serem consideradas pelo governo como espinha dorsal na concepção de um possível Pacto Pela Vida [...]"

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Clique aqui
para ler o texto-documento na ítegra e saber mais sobre a "Campanha Reaja " e suas considerações críticas a respeito do "Pacto Pela Vida" da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia."

Fonte: Blog QuilomboX

http://quilombox.blogspot.com/



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domingo, 19 de junho de 2011

Pré-lançamento: Do Luto à Luta: Mães de Maio

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Do Luto à Luta: Mães de Maio

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Sarau Bem Black
recebe Lio Nzumbi para pré-lançamento do livro Do luto à Luta



Salve parceiros e parceiras. Na próxima quarta-feira, 22, o Sarau Bem Black tem a honra de receber o nosso querido irmão Lio Nzumbi, para o pré-lançamento do importantíssimo Do Luto à Luta: Mães de Maio.

A proposta é promover uma primeira apresentação do livro ao povo que frequenta o sarau e ao público baiano de forma geral, como uma introdução do lançamento em si que se dará num futuro próximo e que, com certeza, o Sarau também apoiará.

Os textos do livro tratam de denúncias e discussões acerca de mortes trágicas e de comoventes relatos de lutas pela vida. O objetivo do evento é que a publicação chegue, cada vez mais, a leitores que venham engrossar o caldo dessa guerrilha vital para todos nós, os Pretos e os Pobres deste país perverso chamado Brasil. Pais, mães, filhos e filhas!


Nelson Maca – do Sarau Bem Black da Blackitude.BA


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Movimento Mães de Maio


"Em maio de 2006, há cinco anos, policiais e grupos paramilitares assassinaram mais de 500 pessoas no estado de São Paulo em represália aos ataques organizados pela organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). De dentro dos presídios, a organização havia comandado a morte de mais de 50 policiais, agentes penitenciários e até um bombeiro no começo daquele mês. O estopim da ação do PCC teria sido a decisão do governo de transferir lideranças do crime para presídios de segurança máxima. No dia 11 de maio, começaram as transferências. No dia seguinte, tiveram início os ataques da organização e o sangrento revide policial, que assassinou centenas de jovens sem nenhuma ligação com o crime.


Estatísticas mostram que somente entre os dias 12 e 20 de maio de 2006 foram mortas mais de 500 pessoas. Débora Maria da Silva é a mãe de um deles. Edson Rogério Silva dos Santos tinha 29 anos e foi morto dia 15, em Santos. A notícia veio pelo rádio. O dia anterior tinha sido dia das mães e aniversário de Débora. Durante 40 dias ela ficou chocada, quase perdeu as forças, até que disse ter visto seu filho dizer: “Mãe, se levanta! Seja forte!”. Começou aí a peregrinação. Contra a impunidade, Débora uniu-se a outras famílias também em luto, vítimas do mesmo terror, e juntas organizaram um movimento cuja missão é “lutar pela verdade, memória e por justiça, de ontem e de hoje”. Surgiu assim o movimento “Mães de Maio” [...]"

(Fonte: Blog Mães de Maio)



Leia na íntegra, incluindo entrevista com Débora Maria da Silva:
www.maesdemaio.blogspot.com



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O livro



"Organizado pelas Mães de Maio, ele será lançado por ocasião dos 5 Anos dos Crimes de Maio de 2006, e reúne textos das Mães e Familiares. Reúne também Poesias de Escritores Periféricos com quem nos identificamos: Sérgio Vaz (Cooperifa), Michel Yakini (Elo da Corrente), Sarau da Brasa, Marcelino Freire, Rodrigo Ciríaco (Cooperifa e Mesquiteiros), Poeta Dinha, Hélber Ladislau (Cooperifa), Rapper GOG (DF), Jairo Periafricania (Cooperifa) e Armando Santos (São Vicente-SP). E, por fim, reúne também Análises de Outr@s Parceir@s que caminham lado-a-lado: Rede Contra a Violência (RJ), Alípio Freire, Danilo Dara, Jan Rocha, Lio Nzumbi (Reaja-BA), Luiz Inácio (Fejunes-ES), Sérgio Sérvulo e Tatiana Merlino (Caros Amigos). As Ilustrações ficaram por conta do artista-parceiro Carlos Latuff (RJ), e o Projeto Gráfico pela companheira-designer Silvana Martins (Sarau da Ademar)."

(DIVULGAÇÃO)


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Lio Nzumbi

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Antes de mais nada, Lio Nzumbi é nosso irmão! Frequenta regularmente o Sarau Bem Black e as correrias da Blackitude de forma geral. Pra mim, ele não precisa apresentar currículo, pois foi na rua, agindo, e nas salas e academias, discutindo com ênfase e propriedade, que o conheci.

É rapper - integrou o histórico grupo soteropolitano Juri Racional - e ativista do hip hop. Não bastasse isso - o que não é pouco - o negão graduou-se em Sociologia e, no momento, frequenta o curso de Direito.

Tenho dito que a Arte e o embate jurídico são também passos da luta.

Militante do Movimento Reaja ou Será Morta Reaja ou Será Morto, Lio Nzumbi é um dos autores do lirvo Do Luto à Luta: Mães de Maio.


Nelson Maca – do Sarau Bem Black da Blackitude.BA

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FICHA

O quê: Pré-lançamento do livro Do Luto à Luta
Quando: 22.06.2011 ás 19:00 hr
Onde: Sarau Bem Black - Sankofa African Bar
Informações: 71 9305-4056



(DIVULGAÇÃO)


Visite o blog www.maesdemaio.blogspot.com



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9 Respostas a procura de uma pergunta (9)

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"- Quando, tal qual o capitalismo, (o hip hop) formar seu próprio sistema solidário e coletivo, e não apenas sobreviver de ações individuais isoladas e centradas no interesse próprio!"

Nelson Maca Poeta Exu Encruzilhador de Caminhos

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

9 respostas a procura de uma pergunta (8)

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"- Já esteve?

Eu acho impossível nos prendermos às demandas do rap norte-americano, mesmo quando assim desejamos. Ainda que fosse, teríamos um padrão considerável e bem vindo.

Em se pensando na língua e na linguagem, filosoficamente, eu diria que somos mais determinados pela arte do que a determinamos. Apesar de todo o bombardeio crítico que o Rap (o Rock, o Reggae e outras expressões de procedência estrangeira) sofre desde sua configuração no Brasil, julgado mais um colonialismo que infesta o país, sempre ouvi e entendi o Rap como arte com uma identidade familiar.

Aceitar que o Rap é uma fala original dos Estados Unidos perverso que neocoloniza o Brasil traria como consequência imediata a negação de sua mundialização enquanto lógica de construção, emissão e recepção divergente. Hoje nada na música é mais propriedade do Mundo do que o Rap.

Talvez seu maior poder de expansão e reenraizamento esteja justamente na sua natureza de desrespeitar as fronteiras políticas e desobedecer aos currais culturais que tentam lhe impor (tendências fascistas).

Desde que comecei a me envolver de fato com a cultura hip-hop (para aquém e além da apreciação estética), tenho defendido e apontado marcas identitárias explícitas no rap feito no país, porém sem negar os elementos afirmativos partilhados. No texto verbal e na base musical. Então, desde que existe rap no Brasil, para mim, ele é brasileiro e acabou...

Mas também é bem mais que brasileiro. Muitos já falaram, e o GOG já rimou inclusive: música é universal, mas tem que ter identidade.

Então, todos podem perceber também que o rap nacional, a cada dia, conscientemente ou não, procura dar visibilidade a essas marcas regionais (“cor local”, diriam no Século XIX) que o identificam estética e ideologicamente. Busca-se uma temática (para suas poesias e sua base) que trate, mais diretamente, do seu entorno social, geográfico e político.

Eu, particularmente, não sou minimamente nacionalista, principalmente na compreensão e na escolha do hip hop que busco aderir. Chuck D, K’nann, Vox Sambou, Das Primero, Valete, Orishas, GOG e Opanijé, para mim, falam com muito mais propriedade e familiaridade que quaisquer outros textos que defendam uma brasilidade positiva que nunca existiu para quem está fora da barca celestial das hegemonias euro-centradas. Principalmente nós, os negros, que chegamos aqui noutra embarcação - demoníaca - denominada navio negreiro, e na qual tentam manter nossas consciências simbolicamente acorrentadas.

O único verde e amarelo que realmente respeito e sua única verdade em bandeira é a Unidade Africana empunhada por Kwame Nkrumah.

Essa é a questão principal para mim: antes de gozar as “delícias” de ser brasileiro, preciso encarar por dentro a tragédia que vive a Negritude local.

Como o Rap pode ser patriota num país de orientação racista como o Brasil?

Voltando, agora, à questão colocada, não acho que o Rap esteja ou deva estar preso à estética norte-americana. Ele deve estar agarrado com unhas e dentes naquilo que julgar primordial no momento autônomo de sua feitura. Isso pode mudar amanhã, assim como pode ter tido outras referências ontem.

Há uma diversidade tão grande no Rap brasileiro hoje que uma América do Norte seria pouco para influenciá-lo tanto."


Nelson Maca - Poeta Exu Encruzilhador de Caminhos

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Domingo tem Sarau Bem Legal

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..Sarau Bem Legal

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Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
(Largo de Nazaré / em frente ao Bom Preço)
A partir das 10h

Programação:
10h. Graffiti ao vivo com Marcos Costa
11h. Poesia com Este Tal recital

*Ao final: microfone aberto para plateia!

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** Aproveite e visite nossa exposição

Grafite & Poesia Num Sarau Bem Legal

(Fael1, Finho, Lee27, Macos Costa e Neuro)

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Homenageado do mês: Luiz Gonzaga
Venha ouvir e fazer poesia com a gente!
E depois particpar de nossa festinha junina!


Obs. Se puder, traz aquele pratinbo ou porçãozinha
"decumê" para nosso banquetinho junino!

Nelson Maca

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Encruzilhada!

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Isso é "Sarau Bem Black", Negão!!

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Black Bahia Star Line!


*Fernando Gomes - Fotógrafo oficial do Sarau Bem Black!
:: Diego157 - Nelson Maca - Dexter - GOG - Penga ::
Sankofa African Bar - Pelourinho

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9 Respostas a procura de uma pergunta (7)

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"- Não sou apenas adepto, mas também ativista em prol de um movimento geral de Reparação ao povo negro do Brasil, pelo sequestro sofrido, por todo o processo de aviltamento humano do cativeiro e das torturas, pela exploração da mão de obra sem salário condizente e pela ação perversa da discriminação e do racismo institucional que ainda nos atinge e aflige. É dentro do movimento geral de Reparações que as Ações Afirmativas agem como operadoras de transformações necessárias.

O impedimento histórico de acesso à educação formal ao povo negro é um sintoma clássico da realidade perversa que presenciamos desde a chegada de nosso primeiro parente africano escravizado em nosso país. Acho que a adoção do sistema de cotas na educação nacional permite uma ainda pequena correção na grande defasagem do sistema no que tange ao nosso acesso ao ensino público superior e de qualidade.

Das muitas falas contrárias que ouvimos sistematicamente nos debates, quando há, duas preocupações puramente retóricas se destacam: (1) o suposto privilégio dedicado aos candidatos que concorrem às vagas reservadas às cotas e (2) a possível estigmatização do estudante cotista entre seus colegas universitários.

Trata-se de um debate ainda pouquíssimo aprofundado nas camadas mais amplas da população. Divulga-se a falsa ideia de que o vestibulando negro teria privilégio, podendo tirar inclusive vagas de outros com maiores notas no concurso vestibular, por um lado, e a dificuldade que o negro ingresso na universidade através do regime de cotas teria de acompanhar os demais alunos (não cotistas) que, segundo essa retórica, estariam bem mais preparados.

A realidade, no entanto, tem provado justamente o contrário, nos dois pontos. Primeiro que, como a linha de corte impede qualquer aluno incapaz de entrar na universidade apenas pelo fato de ser negro. Segundo, porque estudos recentes demonstram que o desempenho dos cotistas é semelhante ou, até mesmo, superior aos dos colegas. Imagine você que até a Unicamp já atestou isso com pesquisa acadêmica.

Enfim, gostaria de dizer que, na verdade mesmo, o debate em torno das cotas não é outro senão uma extensão do histórico debate racial brasileiro. Que não está isento dos interesses do confronto entre as hegemonias e as minorias étnicas.

Hoje debater se deve ou não haver cotas não é necessariamente o mais urgente, porque o grande enfrentamento jurídico que a questão está promovendo é determinante para sua estabilidade. Quando falamos, num sentido profundo, do movimento abolicionista do Século XIX, na verdade, falamos de um grande embate jurídico mais centrado na legitimidade da livre propriedade do que, necessariamente, na sorte de seres humanos escravizados.

Afinal, se o Brasil branco foi o último país do mundo a abolir a escravidão, por que aceitaria assim de “mão beijada” as cotas para negros em suas universidades Brancas?

Dizem que o Brasil é um país sem memória e incoerente. De que Brasil será que falam?

Como me diz meu mestre: Bem vindo à GRANDE POLÍTICA!"

Nelson Maca - Poeta Exu Encruzilhador de Caminhos!

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Meu Clã!

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Robson Véio e Kirtana Jaya
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:: minha família espontânea ::

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

9 Respostas a procura de uma pergunta (6)

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"- Mais do que imagino; menos do que eu gostaria.

Na verdade o poder de formação de opinião do Rap é bem maior e age com bem mais diferenciais e variáveis do que pensamos. Sempre fiquei intrigado com a afirmação de que o hip hop salva. Acho ou meio pretensioso ou meio messiânico isso. Acho...

Tem grandes amigos meus – ou não – respeitados na cena que defendem exatamente o contrário, não é!?


Realmente penso que não só o Rap, mas toda arte nos ajuda a refletir o mundo. Entretanto não podemos esquecer que quem pode combater o Racismo, nesse caso, são as pessoas provocadas pelo Rap. Então qualquer Rap que queira passar ou defender ideologias ou ensinamentos tem que ser ao mesmo tempo provocador na linguagem.

'Tensionador'!

Jamais vai conseguir provocar grandes questionamentos se não causar certo estranhamento estético.

'Tensão'!

Na primeira e grande fase de afirmação do Rap nacional, racismo, pobreza, violência e outras questões etno-políticas eram os paradigmas centrais de quase tudo que conheci. E, de maneira objetiva e até chocante, os rappers estavam colocando esse ativismo de maneira muito contundente em suas letras. A imprensa, de forma geral, falou bastante disso. Parecia que ali a questão da Negritude era parte da razão de ser, estar e existir do rap brasileiro; parecia que, sem esse tom de etnicidade, seria difícil conceber o Rap no país.

Mas tinha aí uma porção retórica que foi enfraquecendo em muitos!


Na minha modesta percepção, isso foi sendo relativizado, e foi perdendo o campo “midiático” (relativo) para os novos paradigmas “artísticos” das novas vertentes de Rap. No começo dessa nova fase, ouvi bastante, de um lado, falarem em Rap “underground”; de outro, não foram poucas as vezes que ouvi a intrigante expressão Rap “metafórico”. Some-se a isso a expansão vertiginosa do Rap freestyle na cena nacional e a não menos progressiva oferta de uma variedade incrível de possibilidades de se fazer o rap disponibilizada pela internet.

Foi uma espécie de “desguetização” do Rap, porém trouxe a reboque outros desmembramentos. Como consequência tomou corpo uma “globalização” um tanto niveladora. Essa orientação universalista, sintomática e sistematicamente, desfoca as questões particulares das minorias em si – tão presentes antes. Com isso temas ligados às vivências calcadas nas questões do indivíduo e de sua subjetividade ganharam corpo e abrangência.

Complementa este quadro, assim penso eu, o desejo dos rappers de serem mais 'literários' e 'musicais'. Escrever bem, enriquecer o vocabulário, variar a métrica, 'fazer música', inovar na base... Tudo isso passa a superar o antigo interesse calcado no ativismo sócio-político e no modalismo musical (mântrico) do início (que eu amo muito!).

Ainda segundo minha leitura (agora, sim, otimista), vejo justamente no encontro dessas duas vertentes a possibilidade de o Rap nacional alcançar o equilíbrio essencial a uma potencialidade vigorosa, consistente e estável com relação ao tratamento da temática racial tanto no texto verbal como no musical.

Isso já está em andamento, e não demora a explodir e se disseminar!


É dessa provocação que falo! Uma poética negra sustentada num swing musical eletrizante que faça com que nossos músculos libertos e instintos maternos vibrem na mesma frequência das nossas ideias pan-africanas em reelaboração conceitual.

Não, eu não estou viajando; estou apenas dizendo que, além de samplear beats, o Rap nacional pode reler as letras de James Brown. Que Bob Marley é um exemplo próximo da rebeldia formatada que anula a fronteira dos valores simbólicos entre letra e música. Ou então e, acima de tudo, falo o que falo porque sei que os artistas do Rap nacional estão descobrindo a música de Fela Anikulapo Kuti.

Eu tenho feito misérias para que os artistas e ativistas do hip hop, principalmente, procurem saber do pan-africanismo crítico expresso nas suas letras arrebatadoras em justaposição descentrada com sua musicalidade inconfundível e dançante.

Se isso já aconteceu no Rap nacional algum dia, foi pontual e não estabeleceu uma “comuna” nem uma continuidade musical.


Mas, enfim, acho sim que o Rap nacional ainda contribui para o debate sobre as relações raciais no Brasil e para o combate ao racismo, porque tenho acompanhado passo a passo a trajetória do grupo RBF e Opanijé na Bahia; tenho presenciado e participado da evolução de GOG no sentido da presença de uma africanidade consequente em sua obra.

Sei que em cada estado temos Rap com orientação afro, embora não sejam destacados nem mesmo nas mídias mais alternativas e nas oriundas da cultura hip hop, salvo as específicas do movimento social negro.

E, finalmente, porque (depois de já ter visto, admirado, a atuação do Criolo num bar do MST em São Paulo) ao assistir, muito recentemente, a performance de Dexter numa atividade na Penitenciária Lemos de Brito em Salvador, em lágrimas contidas, entendi bem mais sobre a abrangência que deve abarcar o conceito Negro enquanto ser humano e a amplidão de ação que deve ter o Movimento da Negritude.

Às vezes a dor do soco e o despertar de seu efeito não vêm do punho cerrado em si!

Mas... volto ao início da resposta, para desdobrar uma expressão ao gosto de Hamilton Borges Walê: Jesus Salva... o Rap Cura!"

Nelson Maca - Poeta Exu Encruzilhador de Caminhos!



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Articulação Nacional Fela Kuti

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Fela Day Brasil 2011

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Articulação Nacional Fela Kuti 2011

Veja quem já aderiu ao Fela Day 2011!
E você vai desenvolver algo este ano?




Quem vai-vem-vai pro arrebento?
15 de Outubro 2011


:: Bote seu nome na lista dos que acelerarão os motores da divergência consciente, para despertar seu entorno e somar para sacudir este Brasilsão dorminhoco de tão cordial que é:

01. Blackitude.BA
02. Sarau Bem Black.BA
03. Sankofa African Bar - BA
04. ZineZeroZero - B.Boy Press - RJ
05. Rasura (Pesquisa - UFBA) - BA
06. Omoshola (Artes Africanas) - BA
07. Bahia na Rede (Site) - BA
08. Negro Freeza (Ilhéus) - BA
09. Alexandre de Maio (Catraca livre) - SP
10. Sarau Elo-da-Corrente - SP
11.
...


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terça-feira, 14 de junho de 2011

9 Respostas a procura de uma pergunta (5)

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"- Promovo dois Saraus regulares hoje: O Sarau Bem Black e o Sarau Bem Legal. O primeiro tem orientação negra, é adulto na sua maior parte e acontece toda noite de quarta-feira no Sankofa African Bar no Pelourinho. O segundo é infantil, não tem recorte étnico definidor, é infanto-juvenil na sua maior parte e acontece toda última manhã de domingo do mês na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato no bairro de Nazaré.

O Sarau Bem Black, uma experiência mais pertinente com o que conversamos aqui, tem estrutura física, identidade visual e axé negro. Concreta e simbolicamente estruturamos o sarau a partir de referências de elementos, ideias e demandas do mundo negro: candomblé, pan-africanismo, atabaques, hip hop, música negra mundial, etc.

Poeticamente, declaramos a Cooperifa culpada por existirmos, ela é a casa maior de nossa inspiração.

Nosso sarau, que acontece num bar africano em pleno centro histórico de Salvador, incorpora o Rap do grupo Opanijé, que abre e fecha o sarau desde o início do projeto. Há um dj residente - Dj Joe - que a cada edição homenageia um artista ou grupo da música negra mundial. De Fela Kuti a Claudinho e Buchecha; de Wilson Picket a Boney M; de Bob Marley a Zezé Mota, muito som já rolou – para todos os gostos e desgostos.

Mesmo sendo adulto, conta com duas crianças fixas no elenco. São as conceitualmente intituladas “poetas erês ou trapezungas”: Lucinha Black Power e Luiza Gata. Além delas, recebemos outros poetinhas da cidade.

Há (não necessariamente) convidados 'especiais' que podem ser da música, da dança - incluindo o Breaking, da pintura - incluindo o graffiti, do teatro, cinema, política, literatura, poesia, etc. Todos se expressam com suas respectivas linguagens simbólicas. Entre outros visitantes, já participaram do sarau os rappers-poetas GOG, Zinho Trindade, Akins Kintê, Rapadura, Kamau, Dexter, Kayodê, Vux; a cantora Ellen Oléria; a poeta e ativista Elizandra Souza, os poeta Sérgio Vaz e Cuti; o contista e romancista mexicano Alejandro Reyes; a atriz e declamadora gaúcha Vera Lopes; as pesquisadores e ativistas Cida Bento, Marly Silveira, Maria das Graças, Quênia Lopes.

O sarau já entrou pro calendário positivo da Bahia Preta sem véu de alegoria.

Daqui tenho receio de citar nomes, pois cometeria grandes injustiças. Ficarei só na equipe organicamente ligada à produção. Há apresentadores fixos que são, atualmente, além de mim, o Lázaro Erê, Robson Veio, Heider Gonzaga e Zezé Olukemi. Três meninas já fizeram parte dessa equipe: Negra Íris, Preta Mai e Iara Nascimento. Já tivemos aí também Sandro Susssuarana, membro da equipe que coordena o recém criado Sarau da Onça. Dois parceiros fundamentais na infra do sarau é o Dj Sankofa, ganense proprietário do Sankofa African Bar e grande parceiro do sarau, e o Júnior, misto de barman e técnico de som da casa.

O sarau conta ainda com o suporte para o que vier de Laila e Ana Cristina Pereira. Aquela se tornou também nossa twitteira (ao vivo), a Ana Cristina é responsável pela assessoria de imprensa da Blackitude em geral e do Sarau Bem Black em particular.

Some-se a essa equipe o designer Penga, meu grande amigo, responsável pelas peças publicitárias oficiais do Sarau e da Blackitude desde o início de tudo.

Extra-oficialmente, gostaria ainda de citar o irmão Thiago Ramsés, grande divulgador do sarau na internet e responsável por alguns de seus panfletos virtuais - belos e poderosos."

Nelson Maca - Poeta Exu Encruzilhador de Caminhos

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