terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Leia a crônica de Sérgio Vaz

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Unidos da Pedra do Reino
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"[...] Nunca fui um folião do tipo confete e serpentina, ou Pierrot diante de qualquer Colombina, o samba nunca esteve ou passou pelos meus pés, sambando estou mais para o robocop.

Passista frustado, as minhas fantasias coloco na vida real.

Sem brilho nenhum, nunca tirei dez em nenhum quesito qualquer, mas apesar da falta de ginga, como quase todo brasileiro, também gosto de Carnaval.

Pena eu não ser uma cria da avenida como realmente gostaria de ser. Queria que cada veia minha fosse uma corda de cavaquinho, e mesmo sem saber batucar em caixa de fósforo, já quis ser mestre de bateria e atear fogo no ouvido da multidão.

Mas tenho que admitir que estou muito mais para quarta-feira de cinzas do que praça da apoteóse. [...]"




*Fragmento da crônica momesca de Sérgio Vaz.
para ler na íntegra clique no título ou acesse o blog do Vaz:
http://www.colecionadordepedras1.blogspot.com/

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Liga aí:

Tô aqui, tentando escrever um texto "de" carnaval. Muitas idéias, alegrias, melancolias em mim. Até raiva, este sentimento que dizem ser inferior.

Acompanhar o Ilê Aiyê no Curuzu é um sonho antigo mais uma vez renovado (alegria)...

Por todos os lugares que circulo e que epresentam a face preta do carnaval da Bahia Preta, lembro-me de meu saudoso mestre: Luís Orlando da Silva (melancolia)...

Uma corja de patrícias e maurícios "high tec" papou a maior fatia dos editais "públicos" e desfilam no carnaval, esbanjando sua alegira em cima de trios elétricos que deviam levar artistas orgânicos. Sabe esses "descolados" que tão longe do povão o ano inteiro, em seus guetos chics da cidade e do país? Pois é: no carnaval da Salvador, eles tocam frevo, marchas antigas e o que for e der fama e dinheiro... (Raiva: MUITA / Será que sou um espírito de porco? rsrs)...

Mas li o texto Unidos da Pedra do Reino - do Sérgio Vaz - lá no Blog Colecionador de Pedras e, mais uma vez, constato que ele vai sempre bem no quesito "harmonia" das palavras, abrindo alas para uma visão que seja profunda, mas que não atravesse o ritmo próprio da festa nem menospreze a legítima alegria do carnaval.

Leiam: vocês vão gostar!



Nelson Maca - Blackitude BA

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