sábado, 24 de maio de 2008

ENTREVISTA / Poeta Augusto da Maia

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Jorge Augusto da Maia
, é isso!

Um ano e pouco atrás, me bati com um jovem intrigante. Pensei que tinha sido desencontro à primeira vista. Que pena: ele demonstrava sacação e sensibilidade, mas pareceu-me um pouco arrogante, um pouco armado, etc e tal. Mas também percebi logo seu talento literário quando visitei seu blog. Que pena, pensei novamente, poderíamos somar, mas... deixa quieto! Claro que, do lado de lá, ele, também, ia me percebendo do seu modo.

No dia do desjuízo, afinal, saberemos o que é mais torta: se nossa visão ou se a paisagem!

O tempo passou um pouco. O Jorge (poeta Augusto da Maia) passou. Eu passei. Passamos. Depois conversamos e destacamos alguns pontos que nunca deixaram de estar em alguns is. Agora, voltamos a nos bater e o que, num primeiro momento, parecia uma orelha de confronto, vai se tornando um conflito em conversão. Uma admiração mútua. Uma parceira boa e possível. E melhor, literária.

Hoje olho para o Jorge (Augusto da Maia) e compreendo melhor nosso primeiro encontro. Não poderia ser diferente. O orgulho próprio, a autoconfiança, a convicção, a cabeça erguida, a coluna ereta e os olhos paralelos ao solo assustam, enganam. Ainda não sabemos receber as pessoas altivas, livres. A arrogância e o amor próprio são vizinhos de porta.
Mas acho, também, que há o time dos que buscam, dos que tentam, repensam, procuram.

Eu, de minha parte, não deixei de perceber neste rapaz, Augusto da Maia, além de talento poético, um homem que busca. O quê? Simplesmente a surpresa, a tensão, o crescimento. Observando seus gestos, ouvindo suas questões, lendo seus textos, fui constatando sua grandeza em inquietação estética e pensamentos dinâmicos. Seu posicionamento crítico no fronte cultural. Sua participação política. Sua indócil simpatia.

É isso, leitor! Agora, gostaria de estampar na nossa Gramática um pouco disso tudo, para que você mesmo tire suas conclusões.

Eu, que tô sempre querendo reforçar o meio-campo de meu time, já convoquei o poeta Augusto da Maia para algumas investidas pelos flancos da Bahia Preta, nossa várzea amada!

Nelson Maca -Blackitude.Ba/Cooperifa.Ba
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Gramática da Ira (GI)
- Quem é você? Como é a sua Bahia?

Augusto da Maia (GI) (AM) - Minha Bahia é sofrida, e bela. E com certas belezas que nascem desse sofrimento, (mais que obviamente não o justificam) como o Ilê Aiyê, por exemplo. É a Bahia dos Blocos Afros, dos Afoxés, das paisagens improvisadas pela geografia acidentada, das 365 igrejas e dos mil´s terreiros de candomblé. Minha Bahia é a mesma de Jorge Amado, nas Leituras de Risério, da criatividade de Brown, e a inventividade poética de Jemes Martins. Gosto dessas Bahias sem a apropriação que a indústria cultural faz dela, sem o mítico apropriado pelo turismo, sem a banalização dos sincretismos. Gosto do que na Bahia é ela, naturalmente. Por exemplo, acho lindas as baianas vendendo acarajé, mas acho chatíssimas e sem graça as baianas do Pelourinho. A Ladeira da Montanha, talvez seja uma metonímia apropriada pro que eu quero dizer... Um lugar feio, grotesco, imundo, despedaçado, etc...que resistiu ao tempo, se manteve no que antes era o centro comercial da cidade, e é um lugar que, apesar dessas feiúras aparentes, guarda uma história riquíssima, e é bela. Cheia de belezas não convencionais, onde mulheres sustentam famílias com o dinheiro do corpo, onde uma velha, Mãe Preta, alimenta, um sem números, de desabrigados apesar de, ela mesma, não ter onde morar, onde a arquitetura de grande valor resiste aos farelos, etc. É isso, a Ladeira da Montanha tem muito do que eu gosto na Bahia. Uma força, uma vitalidade... Pra resumir, se não ficamos aqui até..... eu acho que a Bahia tem um jeito próprio de lidar com as adversidades, e são muitas; desde de o analfabetismo funcional ao desemprego e racismo. E esse jeito, talvez, em grande parte seja herança “africarnada” em nossa alma. Acho que cada cultura, povo, constrói suas armas, e a da Bahia talvez seja essa, fazer da alegria uma arma de sobrevivência, nunca se abater, seja pela escravidão, seja pela industrialização da cultura, a Bahia sempre mostra suas garras: seja com garotos de rua do Candeal tornando-se a maior banda de Percussão do Mundo, seja no arrocha explodir como fenômeno musical através da venda de Cd´s no camelô, seja no Ilê Aiê se tornar elemento de grande destaque mesmo diante o “carnaval da industria” etc.. a Bahia parece sempre achar uma saída para afirma-se ante a lógica de mercado e de industrialização do homem e da cultura...

GI - Qual a importância da poesia em sua vida particular?

AM - De verdade na minha vida particular a poesia não tem muita importância. Mas ela ganha importância a medida que deixa de ser uma realização intima pra fruição dos sentidos, ou seja, a poesia em mim, só ganha importância quando deixa de ser “particular” e se coletiviza . Eu não escrevo mais poemas há muitos meses, Mas acho que poesia se faz de tantas formas..... Mas de toda sorte, acho que a poesia, como outras linguagens, nos dá certa autonomia de leitura do mundo, das relações sociais, da realidade, dos valores, etc.. a medida que nos individualiza, e nos proporciona “modelos de sensibilidades mais autônomos”. Parece uma contradição o sentido de coletividade que eu disse antes com a individualização que eu cito agora né? Mas não acho não, creio que só podemos atuar efetivamente numa realidade a partir do momento em que fazemos uma leitura dela e de nós de forma autônoma, não condicionada pelos fatores mercadológicos e sociais que avassalam nossa individualidade na tal da contemporaneidade.


GI
- Quais as possibilidades de participação social e política da sua poesia?

AM - Eu poderia falar muita coisa aqui sobre isso, mas pra evitar redundâncias e lugares comuns cito uma coisa bastante usada pela teoria concretista, uma frase do poeta russo, Vladimir Maiackovsk “não existe arte revolucionária sem forma revolucionária” quando ouvi o poeta Jemes Martins, falando isso no Recital dele, o Pós-Nada, e depois li, na teoria da Poesia Concreta, acho que entendi muito do que eu julgo que precisava entender, sobre possíveis: função e funcionalidade, utilidade da poesia. Mas acho também que a questão não se encerra aí. Não se trata da novidade em si, aleatória e gratuita, mas da novidade (seja formal ou conteúdista) como produto de um processo dialético entre o novo e o antigo. Não acho que nada na sociedade se retro-alimente como organismo autônomo. Mesmo a arte, é produtora e produto simultâneo das relações sociais, obviamente longe de qualquer determinismo, daí ser arte, daí o artista, o gênio criador...não há como haver determinismo sociológico na obra de arte...

GI - Qual a sua experiência com edições alternativas impressas ou virtuais? O que você já realizou – seu ou de outros?

AM - Eu publiquei três livretos de poemas, que é uma iniciativa que começou com o Cria-poesia, na coordenação do Zeca De Magalhães, (até onde eu sei), Livretos-Xerox que barateiam o custo e facilitam a leitura.Acho um troço curto e eficiente. Discordo de muita gente que acha que os livretos não socializam nem democratizam a leitura, acho é que a distribuição nunca foi organizada de forma profissional, porque é preciso profissionalismo nessas coisas... montar uma rede de distribuição e divulgação. Que desse conta de escoar minimamente em públicos alvo essa produção alternativa. Mas a experiência mais gratificante com publicações alternativas foi na campanha “ + Poesia – Fome = Cidadania ” realizada para arrecadar alimentos para as famílias do recôncavo quando essas passavam necessidades sem poder pescar, devido a maré Vermelha. (há quase um ano atrás) conseguimos junto a Fundação Cefetbahia a impressão de 1.000 livretos e editamos dez poetas inéditos, e trocavamos o livreto por um 1kg de alimento, que foi doado a associação de Marisqueiras de Bom Jesus dos Pobres-BA. Outros poetas, ainda inéditos em livros, trabalham através dos livretos: Leopoldo Madrugada, James Martins, João Gabriel Galdea (prosa), Igor Adorno, Cazzo, Wendel Wagner... gosto muito dos livretos...


GI
- Você é um crítico ferrenho dos medalhões da poesia baiana, mas, para não dar Ibop às múmias (cadáveres adiados que procriam), fale um pouco dos poetas vivos da cidade - daqueles que você admira!

AM - A poesia da Bahia vive uma fase importante, eu creio mesmo nisso. Depois do recital Pós-Nada, que eu cito acima, acho que é inegável o surgimento do que eu chamo de “plataforma Oceânica” que se formou em volta do recital, que influenciou diretamente o surgimento de uma teia de blog´s e livretos na cena Literária Baiana (coisa que eu detalho num texto em fase de conclusão chamado: “o aceno da poesia da Bahia”) e que publicarei em breve. A atmosfera criada em volta desse recital, é o que de melhor conheço na poesia da Bahia. Os livretos e os Blogs são de qualidade, acho que isso ninguém pode negar. Não se trata de um movimento organizado, nem discutido, é antes uma formação natural de intercessões ideológicas e estéticas que vão tecendo os fios, ainda tênues. Sobre isso falarei mais no texto que me refiro acima. O Criador do Recital, o poeta James Martins, mais Leopoldo Madrugada, Igor Adorno, Carlos Arouca, Geraldo Figueiredo, Gibran Souza, Cazzo, Isa Lorena, Wendel Wagner e muitos outros entre blogs e livretos compõe a Plataforma oceânica do “Pós-Nada”. Admiro e respeito muito a importância dos trabalhos realizados pelo Cria-poesia e pelo Coletivo Blacktude. ............Há os que eu mais admiro sem duvidas o James Martins é minha maior influência junto ao João Cabral, acho a poesia dele no mais alto nível de criatividade entre as que conheço e acho que é uma poesia pouco entendida. O Igor Adorno, por certa estranheza e concisão, O Carlos Arouca, que escreve pouco mais faz uns poemas muito originais... a força da poesia-Azia do Leopoldo Madrugada, ...adimiro mesmo essas caras...


GI
- Qual a importância, se há, do conceito e da prática de uma Literatura Baiana?

AM - Estou falando aqui mais especificamente sobre poesia, a prosa da Bahia querendo ou não respira, O João Ubaldo, A Ligia Fagundes Teles, e o Adonias Filho ta sendo retomado agora né? ...só para citar alguns...A importância de uma literatura (poesia) forte é diversa. Desde a formação de leitores até a questão das identidades. A poesia por ser uma linguagem ainda não muito assimilada pela industria cultural, talvez, por isso, seja uma arma eficiente no combate a massificação das culturas... o Eliot foi muito feliz quando falou que nenhuma linguagem é tão representativa de uma nação e sua cultura como um poema, porque ele só pode ser lido em quanto signo original, na língua em que foi escrito. Tradução de poesia é uma recriação. Fazer uma poesia baiana, sem regionalismos frouxos, mas construída através do processo dialético: Local-Universal que contribua na construção de uma identidade local que não a massificada e difundida pela industria cultural e turística que se apropriou das coisas da Bahia de forma absolutamente errônea (mesmo do ponto de vista mercadológico) ...é uma das importâncias possíveis de se ter uma literatura forte...


GI
- Por que você defende a idéia da pequena editora?

AM - A pequena editora é uma vontade antiga minha. Como uma revista também. Qs um sonho. Estamos a caminho. A idéia não é lançar livros, somente. È antes, criar leitores, leitura é construção de sentidos, é autonomia critica e dês-alienação. A Editora teria que trabalhar no sentido de Criar um público para obra, creio que já existe um pequeno mercado possível para consumir certas publicações. Temos é que estimula-lo. As tiragens deveriam ser pequenas e os eventos de divulgação periódicos. È a criação de uma nova lógica de mercado. Um novo sistema de distribuição: através dos sebos (onde, o leitor, de fato, vai) e no próprio blog do artista e site da editora, e nos eventos. Pequenas tiragens, para um publico pequeno, e assim a auto-sustentabilidade do livro, repedindo sempre pequenas tiragens conforme a demanda. A criação de um mercado é algo lento, ainda mais sem as vultosas quantias que circulam nos mercados editoriais. Creio que publicar assim, com autonomia e independência do mercado é um tipo de publicação mais condizente com um projeto estético que não se submete as leis de mercado. Isso pode parecer romantismo...mas acho q não é...acho mesmo muito viável.


GI
- Do que já li, você é um poeta da linguagem, da manipulação do verbo. Onde você adquiriu isso? Como se deu seu contato com o concretismo?

AM - Meu contato com o concretismo se deu quando assistir ao recital Pós-Nada e o Poeta James Martins falou alguma coisa sobre os concretos, e depois me deparei com o livro...Minhas leitura mais importantes já disse acima, João Cabral e James Martins, acrescentando o Augusto de Campos que me é fundamental na compreensão de uma série de coisas. Acho mesmo que sem o concretismo a Poesia do Brasil, correria o risco, no mínimo, de hoje está relegada a segunda arte entre artistas de outras linguagens, o que não é uma coisa complicada de se ver mesmo agora. Fora todas as aquisições trazidas e traduzidas pela pratica e teoria concretista, que não cabe aqui enumerar. Gosto de trabalhar com a palavra enquanto signo autônomo, e gosto muito de construir imagens.... estou engatinhando nos processos estéticos que vislumbro: a palavra destituída de sentido e a intercessão dos versos, simultaneidade física da escrita. São projetos estéticos particulares, idéias que pretendo trabalhar na busca de uma contribuição efetiva, “é melhor morrer pela causa a ter que respirar passivo” ... quero voltar logo a escrever... kkkkkkkkkkkkk

GI - O que a escola tem acrescentado para você? E o Curso de Letras?

AM - Sinceramente. Parece birra isso né? De o cara estudar três anos e dizer que não serviu de nada. Parece meio esnobe e intransigente, mas juro que não é o caso...é que me cansa tudo na faculdade, o curso de licenciatura é muito complicado, os currículos e os professores em sua maioria desatualizados, não tem pesquisa, e a produção de texto é rara, em suma não se trabalha a autonomia do pensamento. A velha questão porque se discute tanto a função da academia: A repetição. Tudo é muito, “papel carbono” . Acho que a faculdade ocupou meu tempo e muito. Se lá fiquei foi pela profissão que escolhi. Valem muito, muito, muito os contatos e as amizades que se criam, aprendizados e sentimentos que se levam para a vida. Isso sim levo da Universidade.

GI - Como você se imagina publicado num Blog como o Gramática da Ira, “aparentemente” tão afastado de suas concepções literárias e vice-versa?

AM - Rapaz eu gosto da idéia. Não importa quem vai ler a minha poesia. Nem ouvir minhas idéias. O som nunca se acaba, se propaga. Digo, e ouça quem tiver ouvidos. Creio que publicar no “Gramática da Ira” ou na revista da “Academia de Letras da Bahia”, não se diferencia porque eu creio que a idéia não é impor novos “modelos de sensibilidade” estáticos, e sim se impor diante a multiplicidade deles. Podem-se lançar “n” livros e blogs mais só os bons, os que contribuem efetivamente na transformação das linguagens, das artes e da sociedade é que ficarão. E sinceramente, pelo pouco que lhe conheço, não acho que ideologicamente nos distanciamos. Dois palmos, no máximo. Eu gosto da Seriedade com que é conduzido o Blog.


GI
- Fica aí o espaço para se despedir e deixar os contatos.

AM - Vou-me dizendo que; creio que na poesia baiana o que falta é articulação, e não entendamos isso como mera formação de grupos, que legislem novos postulados estéticos, nada disso. Mas se carece de debate conversas e enfrentamentos. È tudo muito moroso, os jornais não dão espaços, as coletâneas não são sérias, a Universidade é inoperante, não organiza um evento para se discutir as coisas da cidade etc...Em suma é preciso muito mais que poesia, para se fazer uma cena forte na Bahia. “nem só de pão vive o homem, nem só de poema vive a poesia”

Eu me despeço fazendo o convite:
http://www.jemesmartins.blogspot.com/ http://www.iglucadorno.blogspot.com/
http://www.apoesiadeleopoldomadrugada.blogspot.com/ http://www.haiai.blogspot.com/
www.germinaliteratura.com.br/jamaia.htm http://www.carlosarouca.blogspot.com/
e meu email: augustodamaya@hotmail.com
e meu orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14656406383941002643

Foto 1- Poeta Augusto da Maia
Foto 2- Jorge Amado
Foto 3- Maiakovski
Foto4- Zeca de Magalhães
Foto5 - Jemes Martins
Ilustração - João Cabral de Melo Neto

* EM BREVE -
TEXTO : "A Cena Literária - Tópicos de uma nova poesia baiana"
de Augusto da Maia (Já em edição!)


8 comentários:

Luciana disse...

Muito boa a iniciativa de divulgar novos poetas baianos. Conheço Jorge Augusto há muitos anos e sei que ele tem competência e dom suficientes para alcançar o reconhecimento neste seleto campo, que é a poesia.
Parabéns, Guto. Sucesso para você!

Nelson Maca disse...

É estranho, mas,na condição de leitor de meu prórpio blog, me emocionei mais com a leitura da entrevista. Entendimais as razões do cara. Acho que porque me destuitui do papel racionalista de editor. Gostei de ler! Gosto de ouvir as pessoas que têm consciência do que fazem. Também respeito as intuições, mas sempre me inquieta a impossiblidade de tê-la a mão quando em ações outras que não o insight. Falo em possibilidades de ações planejadas! Sei lá... viajei? Culpa do Jorge!!

Nelson Maca

Blequimobiu disse...

"Gosto de trabalhar com a palavra enquanto signo autônomo, e gosto muito de construir imagens.... estou engatinhando nos processos estéticos que vislumbro: a palavra destituída de sentido e a intercessão dos versos, simultaneidade física da escrita."

Gosto desta idéia, gosto de outras como a editora independente, da ideia de estar nos blogs, nos sebos, e sem problema nenhum de estar na revista da ABL, eu achei foda a entrevista, acho que a melhor até agora.

Achei legal conduzir a parada como sem como ele mesmo assumiu, sem o racionalismo de editor e de pessoa como ele é, e re-ler é o caminho pra se conhecer melhor.

Parabéns aos dois loucos!

Walter disse...

Estou com problemas na Internet de casa...
Mas, sempre ki posso dou um pulim aki no blog !!!!
Riqueza cultural...
Muito loka a entrevista.
E logo, logo, teremos Nelsom Maca no Fanzine TROKANDO UMAS IDÉIAS !!!
1 Lemon-Abração irmão.
Muita PAZ aê.

[denise abramo] disse...

coisa linda, essa entrevista.
axé!

Rosângela disse...

OLÁ AUGUSTO

E COM MERECIMENTO!!!!

SUAS POESIAS SÃO MARAVILHOSAS. TENHO UM DOS SEUS LIVRETOS. MAS, VC TÁ SEMPRE SE REINVENTANDO.

PARABÉNS PELA ENTREVISTA. NOSSA! VC FALOU SOBRE A POESIA, PROSA, ENFIM, AS ARTES EM GERAL.

SEMELHANTE, MAS TB DIFERENTE DA FORMA COMO PENSO E FALEI HÁ UM TEMPO PARA ALGUMAS PESSOAS. PORÉM, SENTI Q REVERBERAVAM NO VAZIO. E AO INVÉS DE RESPOSTAS, PERGUNTAS, CRÍTICAS, SEI LÁ... QUALQUER COISA DITA....
OUVIA APENAS A MINHA VOZ COMO UM ECO....

SINTO-ME PRIVILEGIADA AO OUVIR RESPOSTAS, CRÍTICAS...TÃO SENSÍVEIS, E REAIS.

SUCESSO EM SUA JORNADA!

UM GRANDE ABRAÇO,

ROSÂNGELA

Fabrício Brandão disse...

Fico contente quando percebo gente afinada em torno da poesia enquanto horizontes mais amplos. São pertinentes algumas observações do Augusto, quando o assunto é redimensionar sentidos mais vivos e efetivos para a poética. Também sou daqueles que acredita no desengavetar de palavras, algo que remete ao transporte dos textos e dos seus signos para o coletivo.

Novas vozes, como as do jovem poeta em questão, devem ter assegurado os lugares de suas escutas.

Parabéns pelo trabalho do Gramática da Ira!

Saudações culturais!

Anônimo disse...

Fiquei encantado com Augusto da Maia. Uma mente muito forte, é disso que precisamos. Quando ele fala do Eliot, dos concretistas e do João Cabral (esse falecido tão vilipendiado hoje em dia), me vem à cabeça aquele sistema de cultura que, precisamente, vincula o local ao universal. Quando penso no Eliot de Terra Desolada e aquela reabilitação de Dante, Safo, enfim, de um monte de linguagens passadas, atualizadas no espaço e no tempo pelas mãos do poeta bancário, eu vejo a importância de fazer essa ligação: é andar de mãos dadas com os Cosmos.
um abraço,
Leonardo, Pirituba