quarta-feira, 24 de junho de 2009

Poeta x Poeta

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Caros Amigos e Parceiros de Militância,

ultimamente, tenho recebido, pela internet, ataques muito sérios e enfáticos contra a pessoa do poeta e ativista José Carlos Limera.

São palavras assinadas pelo também poeta Geraldo Maia - em reação ao parecer negativo de Limeira a um projeto seu com fim de captação de recursos voltados à realização de evento literário.

Como se sabe, José Carlos Limeira está conselheiro de cultura do Estado da Bahia. Assim como Geraldo Maia, até recentemente, desempenhou a função de Gerente de Literatura no Núcleo do Livro, Leitura e Literatura da Fundação Pedro Calmon, Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Numa sequência de afirmações graves feitas, publicamente, sobre José Carlos Limeira, escreveu, agora, Geraldo Maia:

"O projeto, com um novo nome, Festival Latino AfroAbyayalano de Poesia (Flap), é apresentado ao Fundo de Cultura e é novamente detonado, dessa vez por causa de um parecerista que, apesar de se dizer poeta, preferiu abandonar a poesia para exercitar o fascismo, o racismo, o ódio, a intolerância, o preconceito existente entre facções do movimento negro local."

O nome de José Carlos Limeira não aparece literalmente, mas, para quem acompanha a contenda, está muito evidente. E, como se vê, as afirmações contundentes do poeta Geraldo Maia são estendidas para "facções do movimento negro local".

Pena não estarem nominalmente expostas, pois seria benéfico ao debate!

Particularmente, não tenho nenhum conflito com Geraldo Maia. Aliás, reconheço tanto a sua importância histórica como a dos Poetas da Praça, grupo que ele ajudou a fundar e que, há trinta anos, participa do cotidano cultural de Salvador. Com alguns dos poetas do grupo, a exemplo de Douglas de Almeida e Zeca de Magalhães, estabeleci amizade de fato - inclusive.

Apesar de ser amigo de José Carlos Limeira - e também admirador e pesquisador de sua poesia - tentei ficar neutro nesta demanda. Silenciei-me, com mais convicção ainda, depois da defesa que faz -do caráter e lisura de José Carlos Limeira - a nota esclarecedora do Professor Ubiratan Castro de Araujo, Presidente da Fundação Pedro Calmon, que também circulou, amplamente, pela internet.

Mas as palavras vermelhas acima são graves demais quando aplicadas a um companheiro velho de luta. A um poeta que, ainda na minha adolescência, dava um tranco no "sossego" racial de minha alma conformada. Isso tudo sem perder a classe que exige o texto que se quer poético. Eduquei-me para o enfrentamento do conflito negro brasileiro, dentro e fora de mim, também pelo programa de lutas que orienta os poemas de José Carlos Limeira.

Por isso não consegui mais me calar! Tudo reflete um pouco em mim!

Diante do exposto, Caros Amigos e Parceiros de Militância, pergunto:

- Não é dada a hora de nossa manifestação pública e coletiva, ponderando politicamente - a tempo - esta demanda?

Grato,
Nelson Maca

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6 comentários:

Anônimo disse...

É meu amigo, vocês querem tudo na marra, xingando todo mundo, chamando deus e o mundo de fascistas, só porque não dão o dinheiro na mão de vocês???
É, na vida real, a gente tem que saber chegar de mansinho na favela, porque os narcotraficantes metem bala no topete de cara arrogante. Mas quando pobre quer as coisas, é sempre no grito, na baixaria. Fica sem verba então meu caro, fica sem verba.
Se vocês confundem reivindicação com estupidez e saem xingando quem não apóia vocês, sinto muito, é isso mesmo, se tem que chegar na miúda no morro então quem mora no morro e se acha o malandrão também tem que levar botina para saber acertar o tom da conversa.
O senhor ajuda algum aluno que chega pro senhor te chamando de fascista se o senhor não concordou com o cara?
Respeite para ser respeitado.
-Mira Manole Ferreira SA/BA-

Anônimo disse...

ah e outra, o poeta que discordou de vocês não deixa de ser poeta só porque ele deu uma bota no folgado que chamou ele de fascista, certo?

ou o senhor deixa de ser professor porque é militante? não, tá tudo muito bem separado, uma coisa é o Macca da literatura e outra é o da miltância, mas se só pode ser uma coisa, aí, foi mal, mas tá beirando o stalinismo e só falta voc~es motarem campo de concentração para aniquilar quem vocês odeiam...

-Mira-

Nelson Maca disse...
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cego-mudo-surdo-poeta disse...

Caro amigo Maca: preciso fazer uma breve ressalva ; havia dois grupos de poetas na praça
O primeiro e com um trabalho mais engajando, fundou uma gráfica alternativa na cidade baixa que era com Zeca de Magalhães e Antonio Short e ou outro era quase que um circuito universitário, esse sim, sempre foi membro Geraldo Maia, claro que com o tempo os grupos foram fundidos, mas nos primeiros momentos havia certa separação entre poetas da praça e poetas do circuito acadêmico.

Anônimo disse...

Quando o socialismo tomar conta deste país, os vermelhos vão dividir tudo, negros e brancos, pobres e ricos, mas farão a divisão na lei, fazendo uma Constituição vermelha assim : "art. 01 -- Quem não for negroi, pobre, miserável, oprimido, terá de se ajoelhar no vidro em praça pública; quem não se ajoelhar, será linchado. Quem não for linchado, será expulso. É nós mano".
Incrível. Quanta gente pode ser tão nazista ao ponto de acreditar que a divisão fará a união.
Nenhum governador vai se meter nisso. Todo político vai deixar vocês bem à vontade. Lógico, quanto mais à vontade voc~es se sentirem, mais controláveis pelo Estado serão!!!
hauahahahauahauahauahauh

Nelson Maca disse...

Então tá!! rsrrs

Nelson Maca