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Eu e minhas três meninas!
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Lucinha Black Power, Ana C, Luiza Gata e Nelson Maca
* Flagrados pelo fotógrafo Antonio Queiróz em 29.08.10!
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Quarta-feira, 11.08.10


Dias Felizes!
Em duas semanas, fizemos cinco saraus!
Quatro Saraus Bem Black: dois tradicionais nas quartas do Sankofa African Bar e dois especiais: um no sábado (24), com a presença de Sérgio Vaz, outro no sábado (31) em Sussuarana dentro da programação do 7º Hip Hop na Onça.
E o Sarau Bem Legal de julho; com presença de Sérgio Vaz - no domingo (25).
Além dos saraus, participei de dois seminários.
O primeiro foi “O Sarau poético na teoria e na prática” na sexta (23), compondo a mesa ao lado de Sérgio Vaz e Silvio Roberto Oliveira. O segundo, em Sussuarana, foi o “Mortes casuais ou plano de extermínio”. Entre outros estive nessa mesa com Hamilton Borges Walê.
Muita coisa pra contar... Com a certeza que aprendi muito!
Logo volto com a resenha; mas, por enquanto, quero curtir e refletir um pouco mais sobre esse momento intenso de minha vida!
Ah!, o Zinho Trindadae vem aí, hein!
Nelson Maca
Exu A Milhão Pra Mil
Exorcizando os beatos e betas!
Êa!
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No sábado, primeiro dia, a abertura fica por conta do seminário “Mortes Casuais ou Plano de Extermínio?” que discutirá o processo acelerado de mortes violentas de jovens no estado. Para debater a questão foram convidados o deputado federal Luiz Alberto, o advogado Sérgio São Bernardo, o ex-secretário de estado e atual deputado Walmir Assunção, o professor Nelson Maca e Carla Akotirene, diretora do Fórum Nacional de Juventude Negra.
Sarau Bem Black
Após o seminário, acontecerá uma edição especial do Sarau Bem Black no bairro, com a presença de poetas que freqüentam regularmente o sarau das quartas no Pelourinho, além do elenco do grupo Este Tal Recital, residente do Sarau Bem Legal que acontece mensalmente na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. Além dos poetas convidados, o microfone será franqueado à platéia, para livre expressão poética.
Festival hip hop: Carregando Pedras
Domingo, 01/08, é dia do esperado festival de hip hop “Carregando Pedras” que, neste ano, apresenta ao público 6 atrações musicais, numa diversidade pouco vista na cidade. Além de Os Agentes, que fundou o Hip Hop na Onça, Sussuarana Velha terá a oportunidade de receber os grupos soteropolitanos Opanijé, Otra Vidda, Versu2 e Tropa Sagaz (feminino). Completa a grade de atrações o Tríplice Aliança, de Aracaju, em sua segunda apresentação em Salvador. Tudo acontece de graça e ao ar livre no Final de Linha do bairro. E, para contemplar os amantes da multiplicidade original do hip hop, haverá um painel em branco para a livre expressão de grafiteiros além de uma roda de break.
Baile de Black: Construindo o Castelo
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O projeto será finalizado no sábado, 07/08, com o “Baile de Black”, momento de descontração, comemoração e articulação da rede hip hop local. Intitulado “Construindo o Castelo”, é o momento de os DJs entrarem e ação, para balançar todos que aderiram e ao Hip Hop na Onça. Para tal tarefa foram convocados dois DJs da Bahia: Joe (Baile da Blackitude), Joca (Os agentes); o sergipano JB (Tríplice Aliança) e o paulista Rodrigo (grupo Inquérito). A festa acontece no Bar do Roberto também no Final de Linha da Sussuarana Velha.
Hip Hop na Onça
Segundo JASF, músico d’Os agentes (foto) e um dos fundadores do Hip Hop na Onça, “a edição deste ano é especial por estender ainda mais o evento para além do show musical, trazendo discussões políticas e ampliando a rede de parceiros”. Outro ponto positivo destacado pelo rapper e produtor é “a possibilidade de tornar o evento nacional, pois sua sétima edição conta com participantes de três estados: Bahia, São Paulo e Sergipe. Isso, de forma geral, aproxima mais a Bahia da unidade nacional, fortalecendo a cena local”.
O “Hip Hop na Onça” mantém a postura e identidade que determinaram seu nascimento: praticar uma arte que aproxime a diversão e o ativismo político-social. Em 2010, quando o hip hop cada vez mais é seduzido pela indústria cultural, esse evento finca mais fundo suas raízes na comunidade, sem deixar, logicamente, de praticar sua beleza. Exemplo fundamental é sua aproximação concreta com o Fórum Nacional de Juventude Negra na denúncia do processo ascendente de extermínio que sofre a juventude negra baiana e brasileira. Uma polêmica profunda e urgente; e também do interesse dos que se expressam através da Arte.
FICHA: 7º Hip Hop na Onça
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