quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sarau Bem Legal em Homenagem a Sérgio Vaz

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Sérgio Vaz num Sarau Bem Legal.

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Sarau infantil da Biblioteca Monteiro Lobato
recebe o poeta Sérgio Vaz, da Cooperifa-SP


Realizado no último domingo de cada mês na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato (BIML), em Nazaré, o Sarau Bem Legal ganha edição especial neste domingo (25/07) com a presença do escritor e ativista cultural Sérgio Vaz, articulador da Cooperifa – Cooperativa Cultural da Periferia, de São Paulo. Homenageado desta edição, Sérgio terá alguns de seus poemas declamados pelo grupo Este Tal Recital, formado por oito crianças de 8 a 12 anos, residente do evento.

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Esta é a décima edição do Sarau Bem Legal, que tem entrada gratuita e começa a partir das 10h. A cada rodada, um escritor nacional é homenageado com um grafite – realizado ao vivo – e com uma seleção de seus poemas. Desta vez, o encarregado de retratar o convidado é o grafiteiro Fael I, um dos mais conhecidos da cidade. Haverá também a peeformance do grafiteiro Neuro que pintará a assinatura do Bem Legal, técnica conhecida no meio como TAG. O recital propriamente dito começa às 11h. Além dos poemas de Sérgio Vaz, também serão mostrados textos do escritor e compositor Arnaldo Antunes e da poeta paranaense Helena Kolody. O grupo de poetas infanto-juvenis convidado do mês é o ...., da ONG ...., instituição fundada pelo ator Lázaro Ramos. No final, haverá microfone aberto aos poetas e poetinhas da plateia, momento sempre supreendente.

As próprias crianças selecionaram os poemas de Sérgio Vaz que serão apresentados, a partir dos livros Subindo a ladeira mora a noite (1992), A poesia dos deuses inferiores (1995), Pensamentos vadios (1999) e Colecionador de pedras (2004). O último foi relançado pela Global Editora na Coleção Literatura Periférica em 2007. Sergio também é autor de Cooperifa: antropofagia periférica (2008), publicado pela editora Aeroplano, no qual narra sua trajetória literária e a história do sarau que ajudou a criar.

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Iniciativa do Coletivo Blackitude – Vozes Negras da Bahia em parceria com a Biblioteca Monteiro Lobato, o Sarau Bem Legal começou a se desenvolver em agosto de 2009, reunindo inicialmente, 11 crianças entre 8 e 12 anos. O grupo ensaia semanalmente e, nas apresentações, conta com a participação de outros grupos de poesia infanto-juvenis da cidade. A primeira apresentação pública foi em sua inauguração, em outubro de 2009, com o recital “Leminskianas Baianas”, homenagem ao paranaense Paulo Leminski. Na sequência, nomes como José Carlos Limeira, Ferreira Gullar, Alice Ruiz, Arnaldo Antunes e Helena Kolody estiveram no foco. Já os grafites foram assinados por Finho, Lee27 e Marcos Costa.

Juntamente com poemas, fotos, mini-biografas e textos executados pelas crianças, os grafites comporão uma exposição pública que ocorrerá no encerramento da primeira etapa do projeto, no mês de seu aniversário, em outubro de 2010. Está previsto, também, a publicação de um livro-memória do primeiro ano.
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SERVIÇO

25/07 (domingo)
Sarau Bem Legal
Local: Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, na Praça Almeida Couto, Nazaré. Tel: 7117.1433
Horário: Das 10h às 12h30
Atrações: Grupo Este Tal Recital, Sérgio Vaz (poeta homenageado), grupo (convidado) e Fael (grafite).
Entrada Franca

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Ana Cristina Pereira

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sérgio Vaz: Poeta e Andarilho



Bahia Preta na Rota da Rima

Blackitude recebe o Poeta da Cooperifa


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Sérgio Vaz em salvador

Dias 23, 24 e 25 de Julho
Sarau Bem Black - Sarau Bem Legal
Filme - Debate - Oficina


Mó Honra!
É tudo nosso!

Em breve aqui toda a programação

Informações no blackitude@gmial.com

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Cooperifa Poético Clube
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"A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor"*

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Vaz - Maca - GOG
em formação de guerrilha


"A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza"*

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Vaz - Mano Brown
no menor sarau do mundo

"Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala"*

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Buzo - Vaz - Dinha - Sacolinha
periferia com sotaque global


"É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão"*

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Raquel e Vaz
de elo em elo faz-se a corrente


"Contra o artista serviçal escravo da vaidade"*

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Lucinha Black Power - Vaz - Luiza Gata
frutificando um sarau bem legal


"A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros"*
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"Miami pra eles? 'Me ame' pra nós!”

E muito mais, né!!

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*Manifesto da Antropofagia Periféria
(Sérgio Vaz)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Blogueiros unidos jamais serão convencidos?

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Parceiro, olha só pra isso!:

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Extraído do Conversa Afiada que extraiu do Viomundo:


Abertas as inscrições do

1º Encontro de Blogueiros Progressistas


por Conceição Lemes*

O 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas acontecerá nos dias 21 (sábado) e 22 (domingo) de agosto em São Paulo, capital. O objetivo é contribuir para a democratização dos meios de comunicação e fortalecer as mídias alternativas. As inscrições já estão abertas. Poderão se inscrever não apenas blogueiros, mas todos os interessados nas novas mídias sociais.

Nós nos esforçamos ao máximo — mesmo! — para viabilizá-lo em Brasília, mas o elevado custo de auditórios, acomodações e refeições e o prazo exíguo nos forçaram a rever o local. Ou fazíamos em São Paulo ou Encontro não sairia antes das eleições. Optamos pela sua realização, pois é fundamental para este momento que a blogosfera vive. Tentaremos fazer o segundo em Brasília. O importante, pessoal, é acontecer o 1º Encontro.

A programação está sendo montada. Por enquanto, temos apenas as linhas gerais. Na próxima semana, ela será concluída e divulgada.O encontro começará no sábado às 9h com debate sobre o papel da blogosfera na democratização dos meios de comunicação. Participarão Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Eduardo Guimarães, Rodrigo Vianna e Leandro Fortes.

À tarde ocorrerão sessões com palestrantes para se discutir as questões legais: orientação jurídica para atuar na web, medidas contra ameaças, cerceamento à liberdade de expressão. Também ocorrerão oficinas sobre twitter, videoweb, rastreamento de trolls e debates sobre a sustentabilidade financeira dos blogs.

No domingo das 9h à 12 h, em reuniões em grupo, blogueiros dos vários estados trocarão experiências e discutirão os desafios da blogosfera. À tarde, plenária para apresentação, discussão e aprovação da Carta do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros.

INSCRIÇÕES, PASSAGENS, ACOMODAÇÃO E REFEIÇÕES

As inscrições custam 100 reais. Quanto mais rápidas, melhor para a organização do evento. Basta enviar e-mail para contato@baraodeitarare.org.br ou telefonar para (011)3054-1829 begin_of_the_skype_highlighting (011)3054-1829 end_of_the_skype_highlighting. Falar com a Daniele Penha.

Para se inscrever, serão necessários os seguintes dados*

Nome/nicknane*
E-mail*
Endereço do blog*
Twitter ou outra rede social, caso participe.
Preencha com a URL completa*
Telefone*
Cidade/Estado

A comissão organizadora está buscando patrocínios para garantir a gratuidade da hospedagem. Está em contato com uma empresa aérea para garantir desconto nas tarifas. Dependendo dos recursos levantados, o Encontro também arcará com as despesas de refeições e parte das passagens para os blogueiros de outros estados.

Daremos total transparência à origem dos recursos e à prestação de contas. Os blogueiros poderão acompanhá-la online.AMIGOS DA BLOGOSFERA

Para custear a participação de palestrantes e parte das despesas de blogueiros de outros estados, lançamos a campanha Amigos da Blogosfera. São 20 cotas de 3 mil reais.

Já confirmaram a compra de uma cota: Apeoesp, Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Viomundo , Conversa Afiada e Seja dita a verdade.

Se quiser ser mais um dos Amigos da Blogosfera, ligue para (011) 3054-1829.*

Comissão Organizadora: Luiz Carlos Azenha, Altamiro Borges, Conceição Lemes, Paulo Henrique Amorim, Eduardo Guimarães, Conceição Oliveira, Antonio Arles, Renato Rovai, Rodrigo Vianna e Diego Casaes.

Apoio institucional: Instituto Barão de Itararé, Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e Movimento dos Sem Mídia (MSM)


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- E noise quico?

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Eu, daqui, eclipsado no meu cantinho na periferia da favelanet, na mandinga, é claro, lendo sempre as coisas dos proscritos iluminados. Essa notícia aí de cima confesso que, mesmo do subsolo, admirei. Muito bacana a iniciativa. Underground. É sério!

Como diz um velho chegado aqui da Bahia Preta:

- Primeiro Mundo!

Tenho lido alguns desses jornalistas-blogueiros (da classe alta da blogosfora) com posturas (discursos) bem interessantes. Sério!

Se esses "ilustres colegas" nossos, do alto, não atacam, por exemplo, a tragédia racial brasileira, acham que o rap é a negação do chorinho e se calam diante dos que afirmam que a literatura divergente - marginal, periférica - é coisa de pobre e ignorante, ao menos têm discutido a "grande" política que, logiamente, nos afeta. Eles são mais críticos que os comentaristas tradicionais, principalmente os dos grandes meios: televisivos, impressos e digitais.

Chiques sim, porém contundentes e longe de cair nos dentes do Serra!

- Aliás, nada nesse encontro tem a ver com as eleições de 2010, né?

Sem dúvida alguma, a internet é um canal indispensável para a manifestação e articulação das divergências. E nós não podemos nos dar ao luxo de passar ao largo desse fronte. Sério!

Gostaria de parabenizar a iniciativa desse encontro. E participar, para ver seus dedobramentos em processo! Mas, na real mesmo, reproduzi essa matéria no Gramática da Ira não para fortalecer esses caras aí (todos bem nascidos, bem crescidos e blogueiros bem partrocinados; quase todos com um passado que os condenam), mas como forma de chamar a atenção dos parceiros ao lado.

Também podemos nos articular mais, como eles fazem sempre, potencializando as possibilidades de nossos blogs e vitaminado nossas ações cotidianas diretas na base, com ou sem direita ou esquerda, com ou sem copa ou eleições.

De carroça também se chega ao longe ou, como falou Fassbinder:

- Também os anões começaram pequenos!


Blogueiros progressistas proletários divergentes de todo o Brasil,
uni-vos também!!



Nelson Maca
Exu Blogueiro Arriando nas Encruzilhadas das Classes Virtuais!
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quarta tem Afro-Poesia, Blacks!!

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Quarta Feira - 14.07 - é dia de
Sarau Bem Black.

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Local: Sankofa African Bar
- Pelourinho
19h - Concentração
Poesias - 20h


“A poética da Blackitude é Positiva!”.

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Nosso Sarau Bem Black, que acontece desde setembro de 2009, continua a todo vapor. Toda noite de quarta feira nos reunimos no Sankofa African Bar, para curtir aproximadamente duas horas de poesia, música e ativismo. O projeto é de responsabilidade do nosso coletivo - Blackitude: Vozes Negras da Bahia - e conta com a fiel parceria do Sankofa. Há um elenco fixo composto de poetas, músicos, dj e apresentadores, além de abertura do microfone aos poetas da platéia. Durante cada noite, um artista ou grupo da música negra mundial é homenageado pelo DJ Joe, responsável pela combustão sonora da noitada.

Apareça!

Nelson Maca
Backitude: Vozes Negras da Bahia
Sarau Bem Black / Sarau Bem Legal
Nas horas pagas: Professor da UCSal

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Lançamento: O Beabá do Berimbau

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Histórias de Tio Alípio e Kauê
O Beabá do Berimbau
(quadrinhos)


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Data: 10 de julho de 2010 (Sábado)
Local: Auditório do Forte Santo Antônio Além do Carmo
Horário: a partir das 17h:30min


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Programação:

- Exibição do documentário: O Berimbau de Ouro (45')
- Bate papo sobre o livro como o autor: Márcio Folha

Márcio Folha é discípulo do Contra-Mestre Pinguim
e do saudoso Mestre Gato Preto.


Mais informações:
homemfolha2000@yahoo.com.br
Contatos: 31171488 - 31171492


"Tudo acompanhado de um delicioso Mungunzá"

Prestigie!!


(DIVULGAÇÃO)

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Confederação dos Nagôs!.
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No ano pasasdo (2009), recebi em minha casa o parceiro Marciano, vindo de São Paulo. Conversamos muito... Ganhei um volume da boa e indispensável coletânea Negrafias.

Marciano, que já tinha contato com meu grande irmão Robson Véio, vinha anunciado por um parceiro que respeito e admiro demais: Michel Yakini, o fiel e incansável guerreiro do "Sarau Elo-da Corrente".

Além de dar notícias de um livro vital que seria lançado, do Carlos Assunção, o Marciano me entregou um flyer, divulgando outro livro - em fase de acabamento. Aquele flyer já era atraente sem si, pois feito na linguagem das hq.

Pois é: tratava-se, justamente, desta história em quadrinhos que tenho a honra de divulgar aí em cima. Histórias de Tio Alípio e Kauê : o Beabá do Berimbau do Márcio Folha.

Mas a história tem mais um capítulo!

Em pleno Pelourinho, na última quarta feira, dia 07.07, entre um e outro poema, lá no "Sankofa African Bar", do parceiro ganense Dj Sankofa, o meu irmão Fábio Madingo apresentou-me um parceiro que estará lançando um livro sobre capoeira em Salvador neste fim de semana.

Quem é o cara?
- Márcio Folha.

Vejá só! E que livro lançará na Bahia Preta?
-Justamente aquele que me anunciou o Marciano no ano passado.

Pra completar a noitada, Márcio Folha lançou sua ladainha lá no Sarau , totalmente dentro do espírito Bem Black que nos orienta.

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Ainda no "Sarau Bem Black" eu disse o que repito aqui: o fato de o Sarau estar funcionando como um ponto de encontro para onde tem convergido tanta gente importante pra nós mesmos, para nossa diversão consciente, já paga a correria semanal que fazemos.

Num poema meu, eu digo que negros fujões de várias procedências se encontravam no trajeto e seguiam juntos a caminho da República dos Palmares... E ai de quem se metesse em seu caminho... "Eram varridos como ciscos incômodos e mal quistos".

Pois é, ainda estamos todos a caminho de Palmares, Irmãos; e, quando nos juntamos "e seguimos juntos, lado a lado", ai daqueles quem se metem em nossa marcha triunfal!!!

Mãe, só temos uma:

África! One people! One Love!

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Nelson Maca
Exu Poético Encruzilhador de Caminhos Divergentes!

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Foto 1: Márcio Folha em performance no "Sarau da Brasa"
Foto2: Márcio Folha, Marciano, Michel e Raquel

Fonte das fotos: http://www.brasasarau.blogspot.com/


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quinta-feira, 8 de julho de 2010

E eu quico?


- E o Gramática da Ira quico?

- Tudo parceiro, tudo!!


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terça-feira, 6 de julho de 2010

Articulação Nacional Fela Kuti - 2010

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Fela Day 2009

Uma Articulação Nacional de Arrepiar!

Fela Vive em Nós!




Salvador - Bahia


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Embu das Artes - São Paulo



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Cabo Frio - Rio de Janeiro


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Brasília - Distrito Federal


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Rio de Janeiro - Rio de Janeiro


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Recife - Pernambuco


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São Paulo - São Paulo


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Salvador - Bahia


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Boletim do Kaos (SP) + Cidadão Comum (BA) + Elo-da-Corrente (SP)
Memória Lélia Gonzales (RJ) + LUB (RJ) + Rádio África (BA)
Sankofa African Bar (BA) + Suburbano Convicto (SP) + Teafro (BA)

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Junte-se a nós em Outubro de 2010

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quarta tem Sarau Bem Black

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Quarta-feira, 07.07, tem mais:

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Sankofa African Bar -Pelourinho
19h : sons / 20h : poesias


Com: Dj Joe, Iara Nascimento, Lázaro Erê, Lucinha Black Power,
Luiza Gata, Nelson Maca, Preta May, Robson Véio, Rone Dundum...

E quem mais chegar será bem chegado!!

Venha e traga seus poemas!

"A Poética da Blackitude é Positiva!"

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Bem Black!

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*Opanijé é Bem Black!*

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De guerreiro pera guerreiro
De poeta pra poeta

- Bem Black!
- Bem Black!

De poeta pra poeta
De guerreira pra guerreira

- Bem Black!
- Bem Black!

Toda quarta feira
No Sankofa tem Sarau

- Bem Black!
- Bem Black!

Até quem não gosta gosta
Porque é um Sarau

- Bem Black!
- Bem Black!

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*Lázaro Erê (direita) e Rone Dundum (esquerda)
do grupo de rap Opanijé fortalecem a linha de frente
do Sarau Bem Black


"Blackitude é Negritude"



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Da máxima importância!!

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Da máxima importância!

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Tudo que foi feito
É da máxima importância!

Tudo que é lembrado
É da máxima importância!

A fuga para a mata
O escudo e a lança
A guerra de quilombo
A revolta de escravizados
O corpo do ancestral
O sentido da matança
O saque da cidade
O corpo da elegância
O toque do Ijexá
O dread e a trança

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O futuro do presente
A raça em aliança

O presente do futuro
O negro na balança

O que devo observar
É da máxima importância!

Rum-pi-lé nossas danças

O que quero conhecer
É da máxima importância!

O livro da mudança

O que posso escrever
É da máxima importância!

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A carta da cobrança
A política da Poética
A Poética da Militância
A memória do marido
A esposa e a lembrança
A consciência da herança
A escola da criança

O futuro do presente
A raça em aliança

O presente do futuro
O negro na balança

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É da máxima importância
A dança!

É da máxima importância
A lembrança!

É da máxima importância
A herança!

É da máxima importância
A balança!

É da máxima importância
A cobrança!

É da máxima importância
A mudança!

É da máxima importância
A Militância!

É da máxima importância
A elegância!

É da máxima importância
A importância!


(Nelson Maca)

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nem vem que não tem!


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Eclipse Simonal*
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"Wilson Simonal: Sol Negro na música brasileira"


Também os astros de carne e osso não estão imunes a eclipses. Total ou parcial, depois de brilho intenso, muita gente de luz própria é encoberta de sombra. Na música brasileira, um dos casos mais intrigantes deste eclipse cultural é Wilson Simonal de Castro. Depois de escalar - com talento, sedução e simpatia - o mais alto pico possível a um cantor e compositor popular em sua época, um manto opaco e duradouro foi depositado sobre ele. Após ser absoluto nos anos sessenta e início dos setenta, viveu 28 anos de martírio em vida - ostracismo, miséria, depressão, alcoolismo, doença e morte dramática - e mais 10 desde sua morte. Hoje, enfim, começa a se dissipar a nefasta poeira que o envolveu por quase 40 anos. Sua genialidade se recompõe não somente aos olhos de seus contemporâneos, mas também diante de pessoas que, finalmente, tomam conta da grandiosidade que foi sua carreira e obra seqüestradas.

Essa retomada de Wilson Simonal foi potencializada pelo documentário “Wilson Simonal: ninguém sabe o duro que eu dei” de Claudio Manuel, Calvito Leal e Micael Langer. Lançado em 2009, a narrativa abre uma grande janela, libertando um pouco da luz aprisionada daquele que, mesmo no vale das sombras, nunca deixou de ser um Sol Negro na música brasileira. No entanto, se dá uma dimensão exata do que foi sua trajetória produtiva, por outro lado, reacende as brasas adormecidas de um conflito para o qual o Brasil ainda deve uma resposta convincente. O filme não evita a polêmica sobre a acusação de “dedo-duro” que recai sobre ele desde o início da década de setenta, período de endurecimento do regime militar.

A tese mais corrente no grande debate reaquecido é que a morte em vida de Wilson Simonal é resultado do boicote ao artista por causa dessa implacável acusação, encabeçada à época, na imprensa, por polemistas como Jaguar e o Jornal Pasquim, e também pela classe artística, com adesão de nomes notórios como Chico Buarque de Holanda. Hoje a condenação permanece categórica nas palavras de pessoas como Paulo Vanzoline. É sabido que o X-9, na ética do crime, é condenado à morte sumária e inapelavelmente. Não tem volta. Enterrado vivo, na morte cultural decretada a Wilson Simonal, no entanto, se não há remissão para seu corpo, há possibilidades de ressurreição de sua música. Como aquele Sol que, lenta e visivelmente, vai despontando da sombra do eclipse. Do filme, da internet, dos livros e outros suportes, Simonal vem despontando preto e talentoso como nunca deixou de ser.

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A rediscussão do “apagamento” de Simonal, mais do que o irreversível aniquilamento de seu corpo físico, é a intenção primeira desse artigo, no intuito de retomar o problema a partir de um ângulo, sem dúvida, lembrado, porém pouco explorado. Não debato a verdade suprema do caso, pois a dialética buscada, aqui, é a do conflito.

Wilson Simonal foi o músico negro de maior consagração midiática no Brasil até então. Além da irreparável carreira de intérprete, chegando a gravar duetos com Sarah Vaughan, teve seu próprio programa televisivo e foi garoto propaganda da Shell. Seduziu, sensualmente, celebridades do porte de Giulietta Masina e acompanhou a mais consagrada seleção de futebol que o país já teve à copa do México de 1970. Ele esteve para a música assim como Pelé está ainda para o futebol. Mas parece que não se comportou tão bem como o “Rei” da bola. Não teria se colocado em seu devido lugar? Era arrogante a ponto de se declarar amigo do regime militar, para se safar de uma pendenga judicial, como dizem os resenhistas da polêmica política em que se meteu.

Definitivamente não era um neguinho acossado, era altivo e orgulhoso de si. No livro “Alma no exílio”, Eldridge Clever diz que o que a América branca esperava dos lutadores negros era uma pantera no ringue e um gatinho fora dele. Até que chegou Muhammad Ali. Tentaram anular o lutador, apagando sua figura dos ringues. Mas ele voltou maior que antes! Então pergunto: será que Simonal também está superando seu eclipse total, para reaparecer ainda maior?

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Simonal me faz lembrar outros eclipses históricos da negritude brasileira que recuperaram sua integridade pelas mãos do movimento social negro. Alguns homens essenciais somem no pico da luta, restando à história oficial, por exclusão, os heróis que lhes interessa. Para pensar o fenômeno da invisibilidade da negritude divergente, podemos destacar, do lado detrás do eclipse, além próprio Simonal, Zumbi e Luís Gama. Ambos representam hoje modelos comportamentais positivos de uma negritude rebelada. Ambos foram apagados pela luz da história hegemônica. Luz que, muito rapidamente, iluminou pessoas como Gregório de Matos, Castro Alves e João Gilberto. A partir da eleição desses casos ilustres, procuro descentrar a luminosidade, focando também o astro Wilson Simonal.

Para ser completa a analogia do eclipse como método de análise, quero lembrar que esse fenômeno da natureza - aqui simbolizado como prática sócio-política - tem dois elementos básicos: o corpo encoberto e o corpo que o encobre. Num sentido simbólico e comparativo, a cultura assinalada lança sua sombra sobre a proscrita, apagando-a. Ambas determinadas pelos jogos não somente da classe, mas também e simultaneamente da cultura, do gênero e da raça. Vejo nesta multiplicidade de fatores o portal de entrada ao fenômeno complexo que envolve nosso pop-star negro. Não dá para reduzi-lo à suposta força hercúlea da patrulha ideológica ou ao declínio da arte. Do ponto de vista racial, Wilson Simonal não é um caso particular de “apagamento”. Ele faz parte de uma tradição nacional que neutraliza, sistematicamente, os corpos, ações, comportamentos e linguagens “estranhos” que relativizam a superioridade dos corpos, ações, comportamentos e linguagens historicamente hegemônicos.

Gregório de Mattos e Guerra foi contemporâneo do Capitão Zumbi dos Palmares. Luís Gama viveu por dentro a escravidão versada em terceira pessoa por Castro Alves. Wilson Simonal cresce num momento em que a bossa nova de João Gilberto já era um caso mais para lá do que para cá da nacionalidade e das preferências estéticas locais. No entanto, enquanto Zumbi ainda é tratado como um mito ou fantasma - fora do ativismo social negro - Gregório de Mattos é estudado, preservado e imitado como se fosse o supra-sumo da brasilidade nascente e permanente. Enquanto Castro Alves, o poeta dos escravos, permanece com o mesmo vigor que lhe confirmou seu ilustre conterrâneo Rui Barbosa, ainda está muito longe da popularidade e da legenda de herói sócio-literário o também baiano do século XIX Luís Gama, poeta escravo em primeira pessoa e abolicionista por dentro.

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Enquanto Wilson Simonal, e principalmente sua música, permanece banido da cultura tupiniquim, acusado de colaborador da ditadura militar ou então de artista decadente já à época de seu declínio popular, Paulo Maluf continua vagando pelas ruas na condição de homem rico e livre, e político atuante; e João Gilberto só cresce, mesmo cantando uma estética congelada há cinqüenta anos, e que nunca atingiu a platéia da geral do maracanã da cultura musical brasileira.

A história sempre foi e será um ponto de vista localizado. Assim sendo, não é neutra material e, muito menos, abstratamente. A realidade é discurso, aprende-se cedo no curso de filosofia da linguagem. A biografia é linguagem, por isso trai seu referente, a vida – para cima e para baixo. Dizem as anedotas que Marx jamais seria marxista; e Cristo evitaria os cristãos. Dizem que, na famosa carta de achamento do Brasil, Caminha escreveu: “em se plantando, tudo dá”. Não está plantado isso lá na missiva do célebre escriba, mas até hoje frutifica no imaginário coletivo. Finalmente, dizem que o nome negro não é um enunciado original do homem preto, mas de seu “outro” em contexto de contato, do branco - conceituação de fora para dentro. Juízo de estranho e axioma político e cultural.

Wilson Simonal teve sua produção, momentaneamente, apagada. Interessa-me indagar o porquê de sua genialidade musical, apesar de sua materialidade e solidez estética registradas em suportes preservados, desmancharem-se no ar. Onde foi parar esse patrimônio coletivo que dominava as referências imediatas da musicalidade brasileira? Mas, para o desespero geral do coro dos contentes, ela está voltando nos filhos, clipes, filmes, livros, internet, remasterizações. Voltando até mesmo nos “mui-amigos” e “simpatizantes” ilustres que, esfriado o fogo amigo da esquerda brasileira pensante, resolveram falar. Onde estavam esses homens midiaticamente famosos e materialmente afortunados que têm dado tão belos depoimentos a favor de Simonal no momento em que o negão estava isolado, depressivo, sem trabalho, na miséria ou definhando assustadoramente ao encontro da morte? Até Hitler e Pinochet foram confortados pelos seus pares na queda. Seria somente o peso da acusação de dedo-duro ou a decadência estética da música suficiente para aquela debandada do contingente da indústria cultural, da comunidade artística e dos amigos em geral? Duvido!

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Acompanhando o grande debate em torno do filme, percebo três proposições de análise: a) trata-se da execução sumária de sua carreira, provocada pelo boicote da esquerda brasileira; b) trata-se de um processo de decadência artística que pode vitimar qualquer artista que não se renove; c) trata-se de racismo.

A primeira hipótese é mais longa e corrente. Em torno dela reacendeu-se a grande discussão ideológica entre direita e esquerda oriunda dos anos da ditadura. Vem daí, por exemplo, a acusação que sofre o documentário de “revisionismo” de direita. Também desta leitura, acusa-se os simpatizantes de construírem uma “vitimização” de Wilson Simonal. A segunda hipótese postula que o artista estaria defasado perante as principais correntes musicais inovadoras da época. A saber: tropicália, jovem guarda e a presença dos mineiros, tudo isso somado à resistência do samba carioca. No plano internacional, são paradigmas da antítese o rock inglês e a soul funk dos negros americanos. A última hipótese, apesar de sempre lembrada, é a menos discutida. Quando colocada, com raríssimas exceções, carece de sistematização e desdobramentos, caindo também na armadilha do panfletarismo.

Exatamente nesse conflito racial instala-se meu maior interesse. Não desdigo outras proposições, mas quero ampliar o questionamento sobre as implicações da negritude de Simonal em seu desaparecimento. Na verdade, chamo a atenção para a necessidade de debatermos o racismo brasileiro para além de casos particulares e pontuais. È doloroso presenciar a discussão da vida polêmica e a obra fenomenal de um homem negro tão próximo de nossa própria existência reduzida a uma questão ideológica entre direita e esquerda quando sabemos que nenhuma acolhe com respeito e equilíbrio as demandas de “nós”, os negros. Ou como uma questão anacrônica de uma moda fadada à efemeridade.

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Na ocasião da morte prematura de Bob Marley, numa singela canção, o reggae-man africano Alpha Blondy pergunta: “Por que os heróis negros devem morrer tão cedo?” Eu, de minha parte, penso que devemos questionar, com mais profundidade e insistência, por que e como determinadas personalidades negras sofrem – sistematicamente - eclipse total. Não essencializando os casos particulares, mas buscando vislumbrar o mecanismo comum que parece os envolver. Não trato apenas de uma revisão do passado, mas principalmente da percepção e atuação no presente e orientação crítica do futuro.

Wilson Simonal não é um caso isolado. É também produto do paradigmático conflito racial brasileiro. Meus olhos, independentes, não perdem de vista a luz que vem do swing incondicional da música de Wilson Simonal. Por isso, quero comungar ainda uma quarta tese reiterada em muitos dos textos que li nessa recente polêmica: tá na hora de deixarmos um pouco as discussões paralelas e trazer de volta ao primeiro plano a música de Wilson Simonal, pois "com a canção também se luta, Irmão"."

Todo eclipse total, na verdade, é sempre parcial. Wilson sempre foi musical. Seu eclipse nunca deixou de ser Simonal.


:: Nelson Maca - Blackitude: Vozes Negras da Bahia

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Fui convidado a escrever um artigo sobre Wilson Simonal para o Jornal "A Tarde" (Salvador). O gancho era a data de 10 anos de sua morte, completados na semana passada, dia 25 de junho. Aceitei de imediato, pois tenho acompanhado, em silêncio, a grande polêmica provocada pelo filme que documenta sua carreira. Então, uma versão "resumida" do que trago aqui foi publicada no "Caderno 2" daquele periódico na quarta feira, dia 23 de março. (com o mesmo título daqui: Eclipse Simonal). Só que não consegui parar de escrever até agora, por ser um assunto e uma questão vital para mim. Continuo pesquisando, pensando, enfim desdobrando minha argumentação no sentido da abordagem do asunto pela ótica racial.

- Logo volto com mais Wilson Simonal, tá?

Aproveito para dedicar essa versão do texto aos meus irmãos, irmãs, filhos e filhas Ana Cristina Pereira, Dj Joe, Iara Nascimento, Lázaro Erê, Lucinha Black Power, Luiza Gata, Negra Íris, Preta May, Robson Véio, Rone Dundum e Sandro Sussuarana. E a turma toda dessas quartas feiras que tem enchido meu coração de alegria.

Porque nossa Poesia é Preta e o nosso Sarau Bem Black.

Nelson Maca -
Exu Encruzilhador das Palavras

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Com a Poesia também se luta, Irmão

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Sarau do Buzo: mais poesia a cada dia!

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Meu lugar

Me chamo Alessandro Buzo.
Orgulho de ser brasileiro.
Não só em ano de Copa.
São Paulo, metrópole.
Minha terra, meu lugar.
Sou do fundão da leste.
Lugar de cabra da peste.
O Itaim é Pta, não é o BIBI dos boy.
Gueto, periferia, favela.
É tudo isso que vejo,
olhando da minha janela.
Lugar melhor que lá não existe.
É lá que cresce meu filho.
Lá também escrevo meus livros.
Gosto tanto do lugar.
Que costumam me chamar...
de SUBURBANO CONVICTO.


(Livro: Suburbano Convicto: pelas periferias do Brasil)

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Valeu, Maquinista,
muita correria e boa sorte sempre
por aí e por onde andar!!


Nelson Maca

Blackitude.Ba
Sarau Bem Black - Sarau Bem Legal

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Bem-vindo Sérgio Vaz!

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Sarau Bem Legal em Alto Astral

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Homenagem ao poeta Sérgio Vaz do Sarau Cooperifa

A criançada do grupo "Este Tal Recital" está em férias. Mas já está fazendo suas leituras, para o "Sarau Bem Legal" de julho. O homenageado do mês nos dá uma responsa pralém da conta: trata-se do escritor e agitador cultural Sérgio Vaz da "Cooperifa". Um poeta grande e um homem acima da média. E também um colecionador de pedras...

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Fiz uma pré-seleção de 30 poemas do livro Colecionador de Pedras editado pela Global editora (textos condizentes com a natureza do evento - rsrs). As próprias crianças serão responsáveis pela escolha dos versos que comporão o repertório levado ao público na décima edição do "Sarau Bem Legal".

Dia 10 a gente retoma as atividades ordinárias e aí é jogo duro, camaradas.

A cada mês destacamos um poeta, para recitar poemas e homenagear. Completa a programação do dia dedicado ao Vaz a leitura de mais dois escritores, trabalhados e homenageados na penúltima e antepenúltima edição. No caso de julho, além do Sérgio Vaz, reapresentaremos nossas performances de Arnaldo Antunes e Helena Kolody.

Sem falsa modéstia, não tenho dúvida que vai ser, mais uma vez, no mínimo, emocionante e, no máximo, construtivista.

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O evento será no dia 25, último domingo do mês, a partir das 10h, na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, que fica no Largo de Nazaré, em frente ao Supermercado Bom Preço.

Mas a grande notícia ainda está para ser confirmada. É que estamos num grande empenho para que o poeta Sérgio Vaz esteja presente no evento. Já conversei com ele, que deu sinal verde para a data proposta.

Agora é aquela correria “favela” que todo mundo já sabe, né: descolar apoio para passagens, hospedagem, alimentação, etc.

Mas é daquele jeito mesmo: se fosse fácil, não era nosso! Porque nada vem mole para quem corre nas duras paralelas divergentes.

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Já estamos vibrando com as leituras coletivas iniciais. O primeiro contato foi uma festa. Quando se trata da obra de um escritor, já é uma boa viagem. Se o poeta, além de competente nas palavras que encantam, é da base aliada... Então, noooossa!!

O círculo se fecha em positividade.

Desde o nascimento do "Sarau Bem Legal", penso em trabalhar com os textos do Sérgio Vaz. Agora a hora é certa e o momento exato.

Vamos arrebentar!

Logo volto, para avisar como ficou o caso da vinda do poeta. Logicamente, ele estando na Bahia Preta, não pode deixar de visitar o "Sarau Bem Black" e enveredar por outras frentes guerreiras da palavra falada na capital e no interior.

Alagoinhas, por exemplo, já está conectada através do nosso irmão Silvio Roberto.

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Hoje, nada me comove mais que fazer o "Sarau Bem Legal". É como se a esperança renascesse e uma nova vida voltasse a pulsar sem hierarquias diante de meus olhos - na concretude dos dias - fora de meus sonhos. Acho que é porque encontrei pequenos instantes em que posso me desarmar um pouco contra os golpes baixos que a vida me reservou.

Redescubro, a cada encontro semanal de sábado, e a cada apresentação mensal de domingo, um piazinho alegre e saudável que eu achava que tinha perdido na aurora do senhor tempo bom que não volta nunca mais.

Mas ele sempre esteve comigo; agora eu sei!

Foi nesse mundo de piá, possível também aos adultos de boas palavras e vibrações, que um menino chamado Genival me apresentou a um pivete chamado Vaz.

Aí... é coração no bico da chuteira!


Nelson Maca,
Exu Encruzilhador das Idades que Convergem
Ramirez na Irmanadadae; Ghana desde Criancinha!!

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Grupo Este Tal Recital no Sarau Bem Legal

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Tanto o grupo "Este Tal Recital" como o projeto "Sarau Bem Legal" são iniciativas do coletivo Blackitude. O grupo de poesia, independente, foi formado em agosto de 2009, reunindo, inicialmente, 11 crianças entre 8 e 12 anos de idade. Atualmente, conta com um elenco fixo de 8 crianças, com participações pontuais de ex-integrantes e outros convidados.

Estabelece uma parceria pontual com a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, no bairro de Nazaré, onde ensaia semanalmente e atua como residente do projeto "Sarau Bem Legal". Este projeto realiza um evento mensal, centrado num recital de poesias realizado por crianças e/ou adolescentes. A cada etapa, conta com a participação de outros grupos de poesia da cidade.

O Sarau acontece todo último domingo do mês entre 10h e 12h30min. A primeira apresentação pública do grupo "Este Tal Recital" aconteceu justamente na inauguração do Sarau em outubro de 2009, com o recital “Leminskianas Baianas”.

Na sequência, além da obra de Paulo Leminski, o grupo acrescentou ao seu repertório, passo a passo, textos de autores diversos. No momento, trabalha com poemas de Alice Ruiz, Arnaldo Antunes, Ferreira Gullar, Helena Kolody e José Carlos Limeira. Em julho serão acrescentados poemas de Sérgio Vaz e assim sucessivamente.

Esse elenco de escritores que cresce a cada nova apresentação ao público, sendo os poetas, simultaneamente, retratado por grafiteiros de Salvador, a exemplo de Finho, Lee27 e Marcos Costa, que já participaram do projeto com dois trabalhos cada um. Todos grafitam ao vivo paralelamente ao evento literário. Outros grafiteiros farão suas intervenções, criando outros retratos.

Juntamente com poemas, fotos, mini-biografas e textos feitos pelas crianças, esses grafites comporão uma exposição pública que ocorrerá no encerramento da primeira etapa do projeto, no mês de seu primeiro aniversário, outubro de 2010. Está previsto, também, a publicação de um livro-memória do promeiro ano do piloto.


Sérgio Vaz


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É poeta da periferia e agitador cultural. Mora em Taboão da Serra (Grande São Paulo) e vive nas periferias do Brasil. Tem quatro livros de poesia editados (Subindo a ladeira mora a noite, A margem do vento, Pensamentos vadios e A poesia dos deuses inferiores) além de Cooperifa: antropofagia cultural.

É criador da "Cooperifa" (Cooperativa Cultural da periferia) e um dos criadores do "Sarau da Cooperifa", evento que transformou um bar na periferia de São Paulo em centro cultural e que, às quartas feiras, reúne em torno de trezentas pessoas para ouvir e falar poesia: fato que gerou um livro co 43 autores, um Cd de poesia, uma tese de mestrado e diversos documentários , além do reconhecimento e respeito da comunidade. E que também se transformou num dos maiores quilombos culturais do país.

É autor do projeto "Poesia contra a Violência", que percorre as escolas da periferia incentivando a leitura e criação poética como instrumento de arte e cidadania.

Tem várias participações poéticas em cd’s de rap: Sabedoria de vida, GOG, 509-E, Di Função, Versão Popular, Periafricania, Inquérito, entre outros. Por conta de suas atividades nas comunidades carentes, ganhou o título de poeta da periferia.


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(Dados biográficos extraídos do livro de poesia Colecionador de Pedras, da Global editora; com dois ou três pequenos acréscimos de Nelson Maca, exatamente este que voz fala!)

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Foto1. Felipe - o Belo (Este Tal Recital - Sarau Bem Legal)
Foto2. Arte do livro Colecionador de pedras (Versão Rua)
Foto3. Paulo Leminski grafitado por Marcos Costa
Foto4. Rebeca (Este Tal Recital - Sarau Bem Legal)
Foto5. Nelson Maca no Sarau Bem Legal

Foto6. Luiza Gata e Felipe -o Belo (Este Tal Recital - Sarau Bem Legal)
Foto7 - Capa do livro Colecionado de Pedras (Versão Global editora)

*Todas as fotos do Sarau Bem Legal foram feitas por Fernando Gomes


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É Tudo Nosso!

Nelson Maca
Bem Exu Meio Erê Metade Trapezunga

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