quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Petróleo
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Petróleo
então nomearam-me negro
não o nego
então disseram-me brasileiro
não o nego
então tornaram-me afro-brasileiro
determinação
sem espelho
então herdei este sentido
nacionalidade
este termo
que tanto os orgulha
brasilidade
assim
tenho me deixado
que me defina
negro brasileiro
mas não por eleição
mística
mas não por conceituação
chauvinista
assim
sou chamado
porque assim tenho sido
inserido
historicamente implantado
assim atravessei esse mar de implacáveis estações
assim atravessei esse deserto de incontáveis complexos
assim estou em processos
a contramão da conquista o saibro dos pavimentos
calçada alheia
as estacas colunas vergalhões fundações
este edifício
o tom negado deste país
encoberto
o podre subsolo
cativo
assim sou
enxerido
porque assim tenho sido
incrustado
o órgão do implante desta escravidão
vazado
a raça que se levanta
jorrado
três séculos de produção
sangrado
três camadas de sentido
expelido
400 anos de rebelião
defecado
óleo
no fundo no solo
enriquecido
Petróleo
do resto imundo
empretecido
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- Nelson Maca
(Do livro: PanÁfrica)
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Blackitude + Zumbi - por Ana Cristina Pereira
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A rede se fortalece
A trajetória de Zumbi dos Palmares e de todos os outros guerreiros rebelados serviu de inspiração ao Blackitude + Zumbi – Estratégia Quilombola, nosso evento do Mês da Consciência Negra, que aconteceu de 21 a 24, em alguns pontos centrais da cidade.
Da idealização à execução, tudo aconteceu através de pequenas (e importantes) parcerias. Uma verdadeira estratégia quilombola, que ganhou reforço com a participação inspiradora dos haitianos Vox Sambou e Diegal, que trouxeram notícias do trabalho e da arte que fazem no Canadá.
Em vários momentos, os visitantes afirmaram que Salvador os fazia lembrar do sofrido Haiti – pelo povo, luz, calor, comidas...
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No primeiro encontro deles com a comunidade local, no sarau político-poético no Quilombo 37, no sábado, o país foi o foco do debate. Depois do documentário O que se passa no Haiti?, do jornalista Kevin Pina, e de clips dos artistas - que também remetem à realidade haitiana - Vox e Diegal contaram um pouco de suas histórias e de suas posições - contrárias à intervenção da ONU no Haiti.
“Se o Brasil quer mesmo ajudar, deveria mandar médicos, professores e engenheiros e não soldados”, disse Vox Sambou.
Eles também falaram da atuação do grupo de hip hop Nomadic Massive, que reúne artistas de várias partes do mundo, como eles dois, e que tocou em São Paulo na mesma semana. Vox também falou do trabalho comunitário no Canadá – voltado para jovens pobres, muitos deles imigrantes latinos.
Vale destacar a colaboração integral ao longo do Blackitude + Zumbi da intérprete-cinegrafista-produtora faz tudo Liliane Braga, de São Paulo.
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A emoção, que já estava forte, foi às alturas com o recital no qual a interação foi total, independente de línguas. Nelson Maca e Negra Íris, Giovane Sobrevivente e as meninas do Choque Cultural fizeram a sala, com acompanhamentos luxuosos de Lázaro Erê na tumbadora, dos anfitriões Mandingo e Jocélia, de Robson Véio e muitos que entraram na roda, a exemplo dos rappers Cremilson do grupo Um Konto e Deivison de Minas Gerais.
Não estava programado, mas Vox Sambou e Diegal recitaram e improvisaram na mais fina sintonia.
No domingo, o tradicional Goethe Institut mudou, literalmente, de cor. Na parceria com o projeto Remixe-se, o Blackitude + Zumbi levou ao espaço uma mostra vigorosa do hip hop de Salvador, com artistas e público vindos, em sua maioria, das quebradas da cidade.
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Foram cinco horas intensas com RBF, Afrogueto, Daganja + Versu 2 e Opanijé, com encerramento da dupla haitiana, que se apresentou com o DJ Bandido. Tudo emoldurado pelos graffittis de Neuro, Lee27, Tito Lama e Bigod, embalado pela discotecagem de Joe e pelos movimentos sinuosos de Ananias, Tina e Cia do Independente de Rua.
O evento contou, ainda, com a audição em primeira mão do CD Entre Versos e Prosas, de Daganja (sexta 21, também no Quilombo 37) numa parceria com o Positivoz Rec. Além do bate papo com Daganja e o depoimento de amigos e parceiros, a noite de contou com os embalos Dj Leandro.
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Os haitianos, aproveitando cada momento, visitaram o Bloco Afro Okanbi, no Engenho Velho de Brotas, num encontro afro-musical-poético-político inesquecível com o "comandante" Jorjão Bafafé. Após esse momento, a visita deslocou-se para o Terreiro Oxumaré, no Engenho Velho da Federação, agora ciceroneada por Lázaro Erê, do grupo Oapanijé, que é filho da casa.
Fica a certeza de que as trocas foram muitas e que o encontro não vai ser esquecido, nem por eles nem por nós. E a parceria estabelecida por aqui, Salvador, e por lá, São Paulo-Haiti-Canadá, não pára por aí...
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Por: Ana Cristina Pereira - Blackitude.Ba
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Foto1: Panorama do Goethe Institut (23.11) - por Ricardo Soares
Foto2: Diegal e Vox Sambou: no Quilombo 37 (22.11) - por Menna
Foto3: Negra Íris: no Quilombo 37 (22.11) - por Menna (Egito)
Foto4: Dj Bandido: no Goethe Institut (23.11) - por Fernando Gomes
Foto5: Jorjão Babafé e grupo Okanbi Mirin: (24.11) -por Nelson Maca
Foto6: B.boy Ananias: no Goethe Institut (23.11) - por Ricardo Soares
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
O que se passa no Haiti?
Carta de David Josué ao Presidente Lula
sobre as tropas brasileiras no Haiti
"PRESIDENTE LULA DA SILVA,
Alguma coisa desonesta se passa com os seus soldados no Haiti. Os soldados brasileiros fazem "raides" terríveis contra os habitantes de comunidades pobres e sem defesa no Haiti, deixando em sua esteira um rastro de sangue, lágrimas e mortes. A responsabilidade repousa em você, Presidente da Silva. Você é o seu comandante-em-chefe.
O que fazem os seus soldados ao povo inocente do Haiti é pior do que as forças armadas do Haiti foram acusadas de fazer.
Ninguém tentará diminuir a extrema importância de viver num estado de direito. Ninguém contestará a necessidade de obter um mandato de prisão apropriado antes que a corte apropriada peça a prisão do acusado e o envie à justiça. Mas um mandato de prisão coletivo que declara uma comunidade inteira criminosa é, em si, criminoso.
Presidente Lula da Silva, o que você diria a Fredi Romelus por sua perda terrível? Seu filho de um ano, Nelson Romelus. Qual foi seu crime ? Por que ele foi executado pelos seus soldados? Seu irmão de quatro anos, Stanley, que morreu por causa de um ferimento na cabeça causado por uma poderosa arma de fogo? Sua mãe, Sonia Romelus, morta quando ainda abraçava seu bebe, Nelson, qual é o seu crime?
Lelene Mertina, 24 anos, estava grávida de seis meses quando uma bala atravessou seu ventre, matando instantaneamente o feto. Do que era culpada para merecer isso?
Presidente da Silva, segundo o relatório da ONU depois de um combate, os seus soldados passaram 7 horas atirando sobre uma população desarmada. Eles gastaram 22.000 cargas de munição, sabendo que visavam alvos sem motivo. Não é possível que seja isso o melhor que o povo brasileiro tem a oferecer. Como isso pode ocorrer enquanto é você o presidente do Brasil?
O Dr. Martin Luther King Jr. nos lembrou que chega um momento em que o silêncio é uma traição. E você e seu governo ficarão silenciosos sobre essas atrocidades ?
5 de abril de 2008, 2º Encontro Continental, Cidade do México
David Josué"
Militante haitiano, membro da Coalizão « Power to the People » pela eleição de Cynthia McKinney Presidente dos EUA
Fonte: http://www.juventuderevolucao.org/index.php?option=com_content&task=view&id=296&Itemid=50
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No processo de produção e execução do evento Blackitude + Zumbi: Estratégia Quilombola, ampliei meu olhar e fortaleci minha convicção do terror que significa a presença da tropas brasileira no Haiti, compondo e comandando as carnificinas das "tropas de paz" da ONU.
Assistimos, juntamente com os Irmãos haitianos Vox Sambou e Diegal, um vídeo terrível, mas necessário de ser visto por todos que tenham qualquer dúvida sobre o que se passa com uma parcela da população do Haiti.
Debatemos longamente o vídeo entre lágrimas contidas e derramadas na noite que, ainda assim, finalizou-se como uma verdadeira celebração poética. Um recital inesquecível, daqueles de lembrar as noites alucinantes das quartas santas da Cooperifa!
O vídeo em questão é
O que se passa no Haiti de Kevin Pina (2007)
Quem me apresentou este vigoroso e doloroso documentário foi o Rangel Blequimobiu, que cedeu a cópia em português que exibimos no evento.
Você já assistiu?
Estampado no rótulo do DVD, li parte da carta acima, que encontrei na Internet e agora partilho com vocês todos, para lembrá-los que também devemos nos manisfestar sobre a questão! David Josué esteve recentemente no Brasil, mas não teve a devida repercussão popular!
Por aqui, juntamente com outros ativistas, estamos planejando uma distribuição desse vídeo, para passarmos no máximo de lugares de Salvador, simultaneamente, em data e horário coordenados, juntamente com a distribuição dessa carta e outra de nosso próprio punho (ao mesmo ilustre destinatário).
Pode ser nacional, não é? Quem encara?
Nelson Maca - Blackitude.Ba
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what's goin on in haiti? - Part 1
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what's goin on in haiti? - Part 2
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Lançamento: O Guardador de Memórias
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O guardador de Memórias
Romance da escritora angolana
Isabel Ferreira
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Lançamento em Salvador
Imperdível
Nesta segunda visita a Salvador, a escritora angolana, autora do elogiado Fernando D’Aqui (2005) e de quatro volumes de poemas, lança seu romance O guardador de memórias, recém-lançado em Luanda, Toronto, Quebec e Montreal. Costurando várias histórias, o romance apresenta o dia-a-dia das mulheres angolanas, guerreiras que “se vergam, mas não quebram”.
Sábado, 6 de dezembro de 2008
10 horas, manhã
LDM - Livraria Multicampi
Rua Direita da Piedade, 20, Piedade, Salvador-BA
(71)2101-8000, ldm@livrariamulticampi.com.br
(DIVULGAÇÃO)
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Por acaso, n'outro dia, tive a oportunidade de conhecer, pessoalmente, a escritora Isabel Ferreira. O simples fato de me ver diante de uma escritora mulher negra de Angola que circula pelo mundo com seus poemas e narrativas deixou-me muito feliz.
Pensei: "sim, nós também podemos!".
Podemos, inclusive, escrever literatura para todo o mundo
se assim quisermos.
Podem ter certeza que os livros de Isabel Ferreira estarão muitíssimo em breve em minhas mãos, e que os colocarei num lugar privilegiado na estante, para a leitura imediata...
Já prevejo que terão também um lugar privilegiado na minha memória, coração e punhos cerrados!
Sei porque é intuição, e não falhará...
Quando conversei com ela dias atrás, impressionou-me tamanha simplicidade ao lado de tanta elegância e orgulho próprio...
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Convido a todos a prestigiar este lançamento e ler
O Guardador de Memórias de Isabel Ferreira.
Sempre reclamamos mais diverdidade na nossa cultura cotidiana, principalmente a literária. Esta é uma oportunidade boa de expandir horizontes para além do mesmo...
para além daquelas estranhas e pálidas musas consagradas!!
Bem Vinda Isabel Ferreira e Suas Palavras!
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Nelson Maca
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Quando o mar não tá pra peixe!
Saidêra
"Você tava ali, cabeça de gelo, quando o casal chega. Parece o mesmo de sempre. Sempre a mesma estória: ninguém resolve, o jornal só dá atenção enquanto dá ibop, a polícia trata mal, nunca tem notícia e sempre arquiva o processo... e por aí vai. Ou então é aquilo memo: quebrança, cobrança de jogo, acerto de conta, mil fita. Você já sabe a ladainha toda, e já sabe também que tem a obrigação de resolver as questões pendentes.
Você é o seu sistema, nêgo.
Então, você não pode deixar os verme se criar no seu bolo, senão eles vão corroê você por dentro, lentamente, no começo, e rapidão no final. Sendo assim, você sabe que não dá pra ficá moscando na área. Já é. Fudeu.
É o gueto selvage, irmão.
Você conhece bem os descaminhos do buraco fundo que a vida jogou a sua carcaça. Fazê o quê... É bem mais simples, até divertido, quando o caso se resolve com uma nota qualquer, mesmo uma de cem. A pioiage chega, você mete logo a mão no bolso, buscando o maço menor, para dar a contrapartida. Segura duas ou três de dez, pensando em um bujão de gás qualquer, um remedinho pra neném, uns pacote de fralda daquelas de véio, um talão de luz vencido, um tx pra leva a barriguda pra pari mais um.
Tem dia que o peixe é maior: dois três aluguel atrasado, cirurgia apressada, livrar um alguém do flagrante, perseguição de agiota, festa pra comunidade.
- E aí, Vado, tudo certo?
- Tranquilo!
- Posso te dá uma idéia rapidinha.
- Licença aqui, tiu; tia...
Qual que foi, Marcão?
-Pô, véio, tô no desespero, os cara da Coelba tá lá pra corta a luz, e a corôa tem que entregar uma encomenda grande de geladinho ainda hoje. Sem liquidificador e geladera vai melá tudo.
- Quanto é a letra?
- Pô, Vado, trinta e sete.
- Taí, vá lá, moleque.
- Valeu Vado, fico te devendo mais essa
- Vô cobrá, hein, pivete!!
Você analisa o que vem só pelo naipe do sujeito. Uns tem cara de fome... uns tem cara de dívida... outros tem cara de doença.
Só não dá memo pra aliviá os cara de cu, que dão mole no movimento.
Aí, não, né tiu? Atrasar o seu lado, não. Você depende deste trabalho, e, pra vagabundo que marca, você não dá mole memo. Pode vim pai, mãe, esposa, filho, vó, professora, a porra que for.
Aí, você não dá estia - já é."
(Trecho do conto Saidêra - Nelson Maca)
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Nelson Maca Ganha o Prêmio Cooperifa 2008
NELSON MACA - BLACKITUDE-BA,
Você foi eleito para receber o 4º Prêmio Cooperifa, o "Sancho Pança - Aprendiz de sonhador", criado pela Cooperifa para premiar os amigos e parceiros, que direta ou indiretamente, através dos seus atos, ajudam a promover, fortalecer e divulgar aquilo que o nosso projeto mais acredita: que uma nova periferia é possível!
Seu nome foi indicado, entre tantos outros, e aprovado por uma comissão de poetas e coordenadores da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), que através de uma eleição simples ratificou o seu nome, ou trabalho, em prol da cultura do país.
Por uma periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor."
Parabéns pela luta!
Sérgio Vaz
Coordenador da Cooperifa
*A entrega do prêmio vai acontecer no dia 17 de dezembro (quarta-feira) às 20hs no bar do Zé batidão, onde se realiza, há sete anos, o Sarau da Cooperifa.
Mais detalhes: www.colecionadordepedras.blogspot.com
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MACA (EU) AGRADECE:
Sérgio Vaz e Família Cooperifa (Só Guerreiros!!),
Firmeza, Irmãos!
É uma honra para mim ser lembrado pela terceira vez consecutiva em quatro edições do maravilhoso Prêmio Cooperifa!
Mesmo estando tão longe, estamos tão perto!!
Vocês sabem que sou meio avesso a prêmios e premiações, não é?
Mas a Cooperifa me enche de orgulho simplesmente pelo que é;
Anti-Clã-Divergente!
Animo-me por tudo:
pricipalmente por ser tudo de nós para nós mesmos -
sem véu de alegoria!!
Sempre digo que o maior reconhecimento que recebemos pelo nosso compromisso com a comunidade, com nosso empenho em nossas ações e nosso trabalho cotidiano, é o reconhecimento dos parceiros ao lado, os que correm juntos - sem faltas nem excessos.
Os "Elos-Firmes-da-Nossa-Corrente-Forte" !!
Eu e a Blackitude
Tudo de por e para Nós Mesmos!
Nelson Maca - Cooperifa.Bahia
- Aprendiz de Quilombola Atual com Alma de Exu Tímido
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"Não podemos esquecer esta história de diversidade, Negros
Nossa ecologia mental, nossa verdade corporal,
nosso comunismo encarnado...
Porém, mais do que isso, precisamos reviver, aqui e agora,
nossa filiação quilombola
Caravanas a caminho de Palmares se cruzavam na trilha,
se juntavam e seguiam lado a lado.
Ai de quem se metesse a tentar impedi-los de seguir
em sua caminhada...
Eram varridos como ciscos incômodos e mal quistos!"
(Nelson Maca - A Caminho de Palmares)
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Obs. A foto da Blackitude é de Ricardo Soares, parceiro de casa!
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Blackitude + Zumbi : By Vj Guga e Dj Mário77
Salve todos!
Tô preparando umas postagens sobre o Blackitude + Zumbi, mas, como já tá correndo por aí uma de minhas surpresas antes mesmo do Blog Gramática da Ira ter o prazer e a honra de lançar (tomei literalmente uns furos jornalísticos- rsrs), segue aí, em terceira mão, o clipe do evento Estratégia Quiombola. Os resposnsáveis são o Vj Guga e o DJ Mário77.
Curtam com moderação!!
Nelson Maca - Apenas
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domingo, 30 de novembro de 2008
Mercado.Negro.Blackitude
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Mercado.Negro.Blackitude
Idéias, Produtos e Linguagens da Bahia Preta
Janeiro e Fevereiro de 2009
Mercado solidário de arte, artesanato, produtos e serviços de orientação afro em relação prática com eventos artísticos centrados nas linguagens do hip hop, com destaque para a música Rap, e diálogo crítico-estético com as expressões da literatura, história, política, pedagogia e filosofia que tratam o dilema da arte e ativismo negro na África contemporânea e na sua diáspora, privilegiando seus reflexos no estado da Bahia.
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Atividades Permanentes:
- Preta Feira: arte, artesanato, idéias, políticas, produtos e serviços
- Curso Literatura Negra
- Graffiti ao Vivo
- Bate-papo com artistas, pesquisadores e ativistas da negritude
- Sarau Poético.
- Exibição de Filmes sobre Hip Hop e Afins
- Projeção de imagens ao vivo (vídeo arte)
- Apresentação de DJ
- Apresentação de Break
- Show de Rap e Convidados Afins: Reggae e Afro
Logo logo botamos o bloco na Rua!!
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Kizumba - Cinco Edições na Resistência
5º Kizumba
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Daqui há pouco, estarei participando do 5º Kizumba,
evento que tenho verdadeira paixão.
A Iaracira e sua equipe faz uma correria admirável.
Não bastasse, o guerreiro Penga tá colado também.
Hoje é o seminário. É isso, nos vemos lá...
No final de semana, vai ferver!
Confira a programação acima!
Nelson Maca - Só Love! rsrs
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Cazzo Entrevista Nelson Maca - Eu!
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CAZZO EnTreVIsTA
UM BLOG DE ENTREVISTAS. APENAS ENTREVISTAS. ENTREVISTAS COM GENTE FAMOSA, GENTE ANÔNIMA, GENTE SEM GRAÇA, GENTE DE MENTIRA, GENTE QUE NEM É TÃO FAMOSA ASSIM...
O Cazzo, um figura que conheci pelo telefone e pela net, mediado pelo irmão Leo Ornelas, entrevistou-me para o seu bog.
Antes de dar a entrevista, visitei o blog dele.
Achei-o muito bacana: inusitado e ácido!
Resolvi encarar!
Ele entrevista pessoas bem interessante, pro bem e pro mau (rsrs), fugindo da lógica!
Espero ter representado bem lá. rsrrs
Fica, aqui, o convite, para aqueles que têm interesse de ler e/ou debater minhas reflexões sobre a questão racial "sem vaselina"!
Confesso que gostei da entrevista.
Soube também que tá meio polêmica.
Só não sei o porquê...
O endereço é: http://www.cazzoentrevista.blogspot.com/.
Nelson Maca - Blackitude.Ba
Negro Sim! Mulato Nunca!
Um trecho:
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Cazzo:
QUAIS AS SUAS REFERÊNCIAS NA LUTA ANTI-RACISMO? E COMO É A SUA RELAÇÃO COM O MOVIMENTO NEGRO? FAZ PARTE DE ALGUMA ENTIDADE?
Nelson Maca:
São muitas as referências.
Nossa!
Não vou falar das grandes referências mundiais, pois, por serem mundiais, não precisam ser verbalizadas, estão evidentes na respostas seguintes. Vou falar das referências mais íntimas, cotidianas.
A primeira delas é minha irmã mais velha, Marly Silveira, hoje professora da UNB. Os primeiros livrinhos sobre Zumbi; vê-la fundando o grupo de mulheres 8 de Março de Curitiba ao lado da Alice Ruiz, da Berenice, vê-la compondo o grupo Raça e Classe do PT de Brasília, quando conheci o Édio Silva, a Mariaugusta e muita gente que está atuando como nunca. Deste grupo, eu tinha referências diretas de Florestan Fernandez, grandes textos que me deixaram muito esperto então.
Ao mesmo tempo que entrava no curso de Letras da UFPR, conheci a Adalzira, costureira que coordenava o GRUCON – Grupo de União e Consciência Negra, o primeiro e único grupo do movimento negro “mais clássico” que participei efetivamente em pleno centenário da abolição.
Já em Salvador, conheci pessoas que marcariam profundamente minha militância: o primeiro e maior de todos eles deles foi o cine-clubista Luís Orlando da Silva. Estive com ele até seus momentos finais; fui mais dedicado que um filho. Nunca sofri tanto uma perda.
Minha aproximação mais recente com alguém realmente forte está sendo com o Professor e ativistas cubano Carlos Moore.
Com esses dois conheci, efetivamente, o movimento negro que me interessa: nem marxista, nem capitalista. Na linha de Kwame Nkrumah, tô aprendendo sobre as razões profundas do panafricanismo. Na linha direta de Abdias de Nascimento, comecei a entender e, agora, a praticar o quilombismo.
Esses são, ao lado de meu grande professor de literatura Jorge de Souza Araujo, as únicas pessoas que até hoje chamei de mestres.
Carlos Moore chegou em minha vida como uma dádiva, corroendo todos os mitos que faziam morada em mim, principalmente o de acreditar que o Socialismo poderia ter as respostas para a superação dos conflitos raciais. Ele me fez enxergar, também, nítida e profundamente, que o continente africano está infestado de negros traidores do projeto panafricanista!
Gostaria de acrescentar ainda à lista desses ativistas baianos meus irmãos Léo Ornelas e Hamilton Borges Walê. Referências ao lado.
Hamilton Borges é um trovão africano, uma espada afiada que bota os racistas e os afro-convenientes em pânico.
O matriarcado refeito nos trouxe Luiza Bairros, Vilma Reis, Olívia Santana, Makota Valdina Pinto, Ceres Santos, todas amigas e companheiras que lutam, diariamente, contra a exclusão e a violação povo negro, aqui ou em qualquer lugar.
A entidade que faço parte é a Blackitude: Vozes Negras da Bahia.
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Quem Viu Viveu Zumbi!
Depois de um pequeno recesso para uma grande ação,
voltamos,
voltei.
rsrs
Ira pulsante.
Esperança Renovada.
Blackitude + Zumbi: Estratégia Quilombola!
Tudo na humildade, marca dos que são o que são!
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Obs. Quem quiser já pode conferir imagens nos clicks de Fernando Gomes postados no http://www.positivoz.com/ e no http://www.bocadaforte.uol.com.br/ (Galeria de Fotos).
Em breve, outras imagens aqui:
Guga Calazans, Vilma Neres, Ricardo Soares, entre outros, clickaram tudo!!
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Blackitude + Zumbi: Estratégia Quilombola
Conexão Haiti, Canadá e Salvador
Os haitianos Vox Sambou e Diegal, do grupo de rap canadense Nomadic Massive , fazem primeira apresentação em Salvador domingo, a partir das 15h, no Icba.
Também participam de bate-papo e visita comunidades.
Inglês, francês, espanhol, creoule e português. O evento Blackitude + Zumbi: Estratégia Quilombola, vai unir o hip hop baiano ao dos haitianos Vox Sambou e Diegal – ambos radicados no Canadá - para mostrar que quando a questão é música e identidade negra o que menos importa é o sotaque. A história dos visitantes é a prova disso.
Integrantes do grupo de rap multiétnico Nomadic Massive, que cruza a influência de várias culturas, a dupla vem pela primeira vez a Salvador para uma série de atividades, que terão o ponto alto num encontro pelo projeto Remix-se, neste domingo (23/11), a partir das 15h no Pátio do ICBA (Corredor da Vitória) , com ingressos a R$3.
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Coordenada pelo coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia, a evento junta-se ao debate e à festa do Mês da Consciência Negra.
A idéia é levar uma pequena mostra do universo do hip hop ao local com discotecagem (DJ Joe), break (Independentes de Rua), graffiti (Neuro, Lee27, Tito Lama, Bigod) e rap. Os shows ficam por conta dos grupos baianos Afrogueto, Daganja + Versus2, RBF e Opanijé; e dos convidados Vox Sambou e Diegal, que se apresentam acompanhados do DJ baiano Bandido.
Em sua passagem de três dias pela capital baiana, os músicos vão somar mais experiência de nômades culturais e musicais, como definem o trabalho do Nomadic Massive, que no total tem onze integrantes com origens tão distintas quando a haitiana, a árabe e a chinesa.
A programação deles começa no sábado (22/11) no evento Poesia Negra CoMvida, às 18h, no Quilombo – Passo 37 (Pelourinho), onde poderão trocar idéias com a platéia, com mediação pela jornalista e produtora paulista Liliane Braga. O bate-papo será seguido de recital com os visitantes e com os poetas Giovane Sobrevivente e Nelson Maca.
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Na segunda (24/11), eles visitam três importantes projetos/instituições: Bloco Afro Ókánbi (Engenho Velho de Brotas, 10h), Terreiro Ilê Axé Oxumaré (Vasco da Gama, 14h) e Fundação Pierre Verger (Eng. Velho de Brotas, 17h).
O projeto Blakitude + Zumbi – Estratégia Quilombola inclui, ainda, a audição coletiva do cd Entre Versos e Prosas, do rapper soteropolitano Daganja, sexta-feira, às 19h, no Quilombo - Passo 37, uma atividade coordenada pelo grupo Positivoz. No domingo, o CD será vendido por R$7 durante o evento do Icba.
Assessoria de Imprensa: Ana Cristina Pereira (9176-5755)
Mais Informações: nelsonmaka@gmail.com
Programação
Sexta-Feira (21.11)
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Audição do Cd Entre Versos e Prosas de
Daganja
Local: Quilombo (Rua do Passo, 37 – Pelourinho), às 19h
Coordenação: Positivoz
http://www.positivoz.com/ / boss@positivoz.com
Sábado (22/11)
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Poesia Negra CoMvida
-Vídeo: O que se passa no Haiti?- Kevin Pina (2007)
- Bate-Papo-Entrevista : com Liliane Braga (SP), Vox Sambou e Diegal (Haiti)
Debatedores: Robson Véio, Fábio Mandingo e Sueide Kintê
-Recital Poético com: Giovane Sobrevivente e Nelson Maca
Local: Quilombo (Rua do Passo, 37 – Pelourinho), às 18h
Entrada: 1 livro (Opcional)
Coordenação: Quilombo –
Passo 37 http://www.quilombo37.blogspot.com/ / quilobocecilia@ig.com.br
Domingo (23/11)
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Projeto Remix-se:
Blackitude + Zumbi : Estratégia Quilombola
DJ: Joe e Bandido
Break: Grupo Independente de Rua
Graffiti: Neuro, Lee27, Tito Lama, Bigod
Rap: Afrogueto, DaGanja + Versu2, Opanijé, RBF
e Vox Sambou & Diegal (Haiti)
Local: Pátio do ICBA - Corredor da Vitória
Horário: a partir das 15h , R$ 3,00 (ingressos limitados)
Coordenação - Blackitude: Vozes Negras da Bahia
blackitude@gmail.com
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Ainda no domingo:
*Pré-lançamento do cd Entre Versos e Prosas de Daganja (R$ 7,00)* Estande com cds, livros, zines e camisetas
Segunda Feira ( 24/11)
Rolê com Blackitude, Vox Sambou e Diegal na
Comunidade
Bloco Afro Ókánbí (Engenho Velho de Brotas - 10h)
Terreiro Ilê Axé Oxumare (Vasco da Gama, 14 h)
Fundação Pierre Verger (Engenho Velho de Brotas, 17h)
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“Caravanas a caminho de Palmares se cruzavam na trilha,
se juntavam e seguiam lado a lado.
Ai de quem se metesse a tentar impedi-los de seguir em sua caminhada...
Eram varridos como ciscos incômodos e mal quistos!”
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Nas fotos são:
1- Vox Sambou (Haiti)
2- Diegal (Haiti)
3- Daganja (Bahia)
4- Liliane Braga (São Paulo)
5- Thina (Bahia)
6-Opanijé (Bahia)
Arte do Panfleto: Penga - Blackitude.Ba
Texto do Release: Ana Cristina Pereira - Blackitude.Ba
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Nelson Maca - Blackitude.Ba
Botando Mó Fé Na Nossa Quilombage!!
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
Vox Sambou e Diegal: Conexão Bahia - Haiti
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"Vox Sambou e Diegal: Do Haiti para Salvador"
Começamos aqui, hoje, uma viagem no que vai rolar no "Blackitude + Zumbi - Estratégia Quilombola". E pra começar vamos destacar nosso convidado internacional: ele é haitiano, mas mora no Canadá. Seu nome é Vox Sambou e ele, além de ter um trabalho solo, integra o grupo de rap Nomadic Massive. Em Salvador, o rapper estará acompanhado de seu parceiro Diegal, que é baixista do Nomadic Massive. No evento da Blackitude, o DJ Bandido, Irmão nosso de Salvador, estará particpando da peformance que eles farão no Pátio do ICBA, dia 23.
- Vamos lá, então?
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Vox Sambou
Inspirado pelos ritmos do dancehall e do hip-hop, Vox Sambou começou escrevendo músicas aos 14 anos na sua cidade natal Limbé no norte do Haiti. Mais tarde, estudando em Porto-Príncipe, ele começou a se apresentar em várias universidades da capital do país.
Há alguns anos vivendo em Montreal (Canadá), onde ele se divide entre sua música (ao lado da “família” internacional Nomadic Massive) e o seu cargo de diretor da Casa de Jovens de Cote-des-Neiges (centro comunitário), Vox Sambou escolheu dar voz a suas próprias composições para jogar luz sobre as injustiças que acontecem no mundo e particularmente na sua terra natal, Haiti.
No entanto, ele sente que embora seja importante identificar as questões relativas ao problema, é igualmente urgente encontrar soluções concretas. Ao escolher se expressar na língua mais falada no Haiti, o Creole, Vox espera trazer de volta o senso de orgulho ao seu povo ao colocar sob holofotes a rica e singular herança cultural haitiana.
O seu primeiro single, “Bato” (“barco”), reconta a vida de um jovem imigrante haitiano que toma a perigosa decisão de cruzar em um barco clandestino o oceano, na travessia que separa o Haiti dos Estados Unidos. Uma vez nos Estados Unidos, o jovem rapaz se encontra face-a-face com o racismo, injustiças, sonhos dilacerados, solidão e tremenda nostalgia. O tema da canção tocou centenas de haitianos que vivem no exterior e o vídeo atraiu a atração internacional e tem exibição freqüente em várias estações de TV haitianas.
www.myspace.com/voxsambou
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Nomadic Massive
Nomadic Massive é um conjunto de artistas independentes de Hip-Hop com base em Montreal, Canadá, que se uniu no intuito de combinar diferentes energias e difundir sua música para além de fronteiras.
O grupo é formado por pessoas criativas que compartilham uma visão semelhante sobre a música, a vida e o desejo de viajar e de conhecer culturas mundiais através da arte. Os membros do coletivo têm trabalhado no meio artístico e social há muitos anos, como músicos, apresentadores de rádio, organizadores de eventos culturais, educadores que atuam com jovens de rua, entre outras atividades comunitárias.
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- Por que Nomadic Massive?
Porque eles são nômades culturais, todos desenraizados desde o nascimento e agarrando-se na cultura Hip-Hop para expressar esse despedaçamento. O grupo representa uma diversidade cultural que reflete a cidade onde vive, com origens haitiana, chilena, francesa, chinesa, argentina, são-vincentina e barbadiana.
Eles fazem rap e cantam em inglês, francês, espanhol, creole haitiano e árabe. Também são nômades musicais, representando um Hip-Hop de pensamento aberto que encontra sua inspiração nas tradições do passado, combinando samplers, toca-discos e instrumentos tradicionais.
Atento às contradições do processo de globalização do Hip-Hop, o Nomadic Massive sente que é vital estar em contato com outras cenas mundo afora, a fim de compartilhar, aprender, inspirar-se e espalhar mensagens de amor, paz e entendimento universal.
www.myspace.com/nomadicmassive
Nomadic Massive é:
Lou Piensa: MC – Produtor, Waahli Aka Wyzah: MC, Vox Sambou: MC, Buttabeats: MC, Ali Sepu: Guitarrista, DJ Static: DJ - Apresentador da famosa emissora de rádio wefunk, Rawgged MC: MC, Meryem: Vocalista, Tali: Backing Vocal, MC, Jason “Blackbird” Selman: Trompetista, Poeta, HestOne: Pintor
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Concertos Importantes
Abertura do show de Wyclef Jean
Abertura do show de Guru e Jazzmatazz
Festival de Hip Hop Global
Festival Vendredis Hip Hop
Power in numbers / Com Soul Jazz Orchestra
Festival do mundo árabe
49ª Parada da Universidade Ryerson /Com Boys Night Out
Festival Indie Unlimited
Parque Almendares/ Havana, Cuba
2º simpósio do Hip Hop cubano / Havana
Festival urbano de Trois Rivieres
Temporada de cinco apresentações mensais no Café Campus
Festival Vozes das Américas
Festival Mathieu Da Costa
Festival Revolução 06
Concerto com Foreign Beggars (UK) e Wildchild (USA)
Abertura do show de Nappy Roots e Mari Ben Ari
Nomadic Massive unplugged
Festival das músicas do mundo Le Beat
Festival Victor Jará
Festival de Hip Hop Cubano / Havana
Foto 1- Vox Sambou + Diegal
Video1-Lakay -Vox Sambou
Foto 2- Nomadic Massive
Video 2- "Sad But True": Nomadic Massive
(videos from yutube / releases e fotos - DIVULGAÇÂO)
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domingo, 9 de novembro de 2008
Blackitude Canta Zumbi!
"Corrente Blackitude Para Zumbi"
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrs...
Para Fortalecer as Coisas de Preto, Coisas de Negão!
Contra a inércia, a má vontade, o desânimo e o volte amanhã!
xxx (BA), yyy (BA), zzz (BA), www (BA), jjj (SP), mmm (SP)...
- Bem: acho melhor não citar os nomes sem consultar!!
O pessoal tá colando, e o evento ganhando, mais uma vez, a nossa cara também no financiamento! Porém, desta vez, indo além da caixinha dos executores e da liberação dos cachês, pro-labores e gorjetas!
Emocionante: aos pouquinhos, vai-se juntando o necessário.
Dos pequenos, vai-se formando o grande o suficiente para dizer NOSSO!!
E você, vai colar também?
Já sabe, né: blackitude@gmail.com
"Blackitude Pelo Black Power"
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A foto é do monumento na Praça da Sé em Salvador! rsrs
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Um Pouco Mais de Desconcerto!
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Entrevista Inédita do Gramática da Ira
Com o Mestre
CARLOS MOORE
Autor de "PICHÓN"
Já Está na Fila de Edição!
Blackitude
"Desafinando o coro dos Afro-Contentes!"
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Elo-Da-Corrente
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BlacKitude.Ba + Elo-da-Corrente.Sp
Tamo-Junto.Pretos
Estratégia Quilombola
Conspiração do Nagôs
Liga Africana Atual
One Love!
www.elo-da-corrente.blogspot.com
"The Blackitude Vibration is Positive!"
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Blackitude + Zumbi = Nós!
Participe!
BlacKitude + Zumbi
Estratégia Quilombola
Novembro: de 21 a 24
Programa de Lutas
Sexta-Feira 21.11.08
Audição Coletiva do Cd "Versos e Prosas"
do MC Daganja
Local: Quilombo – Rua do Passo, 37 - Pelourinho
Horário: 19h
Coordenação: Positivoz
http://www.positivoz.com/
boss@positivoz.com
Sábado 22.11.08
Poesia Negra CoMvida
Vídeo-Bate-Papo-Entrevista
Liliane Braga (SP), Vox Sambou e Diegal (Haiti)
- Recital Poético
Giovane Sobrevivente & Choque Cultural
Nelson Maca & As Rainhas
(Part. Robson Véio e Lázaro Erê)
Local: Quilombo – Rua do Passo, 37 - Pelourinho
Horário: a partir das 18h
Entrada: 1 livro ou + (Opcional)
Coordenação: Quilombo – Passo 37
http://www.quilombo37.blogspot.com/
quilobocecilia@ig.com.br
Domingo 23.11.08
Projeto Remix-se
Hip Hop Conexão Brasil - Haiti
DJ Joe - DJ Bandido
Grupo Independente de Rua (Break)
Neuro, Lee27, Lama, Bigod (Grafiti)
Afrogueto, DaGanja + Versu2, Opanijé, RBF
+ Vídeo-projeção
Participação
Diegal & Vox Sambou (Haiti)
Local: Pátio do ICBA - Corredor da Vitória
Horário: a partir das 15h
Ingressos Antecipados
Limitados (300): R$ 3,00
Coordenação - Blackitude: Vozes Negras da Bahia
blackitude@gmail.com
Acontece também no domingo:
Pré-lançamento do cd "Versos e Prosas" de Daganja
(Apresentando o canhoto do ingresso 7,00)
Estande com cds, livros, zines e camisetas
Segunda Feira 24.11.08
Vox Sambou e Diegal visitam
Bloco Afro Okanbi
Engenho Velho de Brotas
Horário: 10h
Recepção: Jorjão Bafafé
(Músico / Diretor do Bloco)
Terreiro Oxumaré
Engenho Velho da Federação
Horário: 14h
Recepção: Lázaro Erê
(MC – Iniciado na Casa)
Fundação Pierre Verget
Engenho Velho de Brotas
Horário: 17h
Recepção: Negrizu (confirmar)
(Coordenação – Dançarino / Afro)
A Vibração da Blackitude é Positiva!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Só Prus Guerrero!!
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NELSON MACA CONVOCA
Só pra quem é do arrebento!
Se a sua divergência não ultrapassa a camisa de basquetebol americana legítima ou a bela bata importada de África nem leia, viu, pois vou pedir grana!!
Tava aqui, pensando numa forma de levantar os custos para nossa semana da consciência negra sem precisar, mais uma vez, sair de pires na mão! Trata-se do evento Blackitude + Zumbi, que faremos de 21 a 24 de novembro com participantes da Bahia, de São Paulo e do Haiti-Canadá!
Em casa, já consegui a adesão de todos os artistas e ativistas que farão performances, palestras, conversas, debates, lançamento. Mais a rapa da Blackitude, da Positivoz, do Quilombo - Passo 37. Na vizinhança saudável, estabeleci parceria com o Projeto Remix-se.
Todo mundo vai trampar na correria mesmo, sem dinheiro algum, de graça.
Aproveito para agradecer de público a confiança que todos têm depositado em mim e na Blackitude há um bom tempo. É dessa forma que temos crescido.
“Por dentro" e "para dentro”!
Após conversar pessoalmente com alguns e algumas distintas, sempre recebendo negativas ou esquivas, como provocação, distribui um e-mail com parte dos custos do projeto (papel para imprimir panfleto, uns 30 cartazes em gráfica rápida, fotolito, som e luz...).
Muito pouco, mais voltado para divulgação eficaz do evento como um todo e para a realização da grande JAM-HIP-HOP que faremos no dia 23, domingo. Esta etapa, a parte artística da semana, a ser realizada no ICBA, é bem modesta na infra, mas extremamente profunda estética e politicamente.
Pois é, juntamente com esse "fragmento de orçamento", perguntei que contribuição cada um podia dar. Não falei quanto em dinheiro, mas que contribuição, ou seja, os fotolitos por exemplo (que custam em torno de 60,00 - policromia).
Mandei o tal e-mail, venenoso, para parceiros, amigos e conhecidos sabedores da importância de nossas ações na cidade e que gozam de equilíbrio financeiro e/ou que ocupam postos em instituições oficiais que trabalham com a cultura em Salvador e na Bahia. E também os envolvidos com as questões da Negritude. Todos já tiveram algum envolvimento - artístico, político e/ou profissional - comigo ou com a Blackitude; logo sabem da seriedade do barato!
- Sabem quantos deles me responderam o e-mail com a rapidez que o momento requer?
- Apenas 1 (hum)!
Logicamente, foi o Ricardo Andrade, Irmão de Lauro de Freitas.
Não foi nenhuma surpresa, por se tratar de um idealista orgânico com eu...
Como nós!
- Valeu, Ricardo, vamos caminhar juntos em mais esta empreitada, parceiro!

Então, cogitei esta solução possível:
Uma pequena bilheteria no evento de domingo pode cobrir nossas despesas, orgulhosamente, e ainda permitir uma sobra, para bem receber os dois rappers e ativistas do Haiti e as duas Irmãs de São Paulo, também ativistas.
Só não posso fazer da portaria uma loteria, ou seja, cogitar a possibilidade de não virar, não dar retorno! O evento custará, para cada presente, apenas R$ 3,00!
Mas o público de hip hop de Salvador é completamente imprevisível...
"Quem é do Gueto sabe!".
Como será apena um lote de 300 ingressos, você, que já nos apompanha e tem interesse que as coisas de preto aconteçam com qualidade e conforto, e que seja tudo nosso, pode colaborar, dentro de suas possibilidades, comprando e pagando, antecipadamente, uma cota de “X” ingressos. Depois, você pode repassá-los ao mesmo custo para seus parceiros mais próximos ou até mesmo doar para quem você achar que fará bom proveito do dia.
As demais atividades da semana serão todas abertas!
Para ter os detalhes iniciais do evento e acompanhar passo a passo sua construção e divulgação, você pode acessar o http://www.gramaticadaira.blogspot.com/
De minha parte, construir este evento com o financiamento vindo direto de você, parceiro ao lado da comunidade que atuo, será o pontapé inicial para uma estratégia que venho pensando há anos.
Daí... ninguém nos segura mais!
Então, qualquer coisa é só me contactar no blackitude@gmail.com , deixar seu telefone (se possível fixo) que eu entro em contato direto e imediato.
Se a onda pega, essa será, num futuro próximo, uma das nossas respostas possíveis aos “gestores culturais” da cidade do “Axé sem Axé” e do “Carnaval dos Camarotes”.
Yes,
nós também podemos, oras bolas!
Assim se organiza o Black Power!
África! One People! One Love!
A Vibração da Blackitude é Positiva!
Nelson Maca - Exu Renovado Diariamente na Luta!
* O desenho é de Lázaro Erê (Opanijé)
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terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Blackitude: Consciência + Atitude
Salve Rapa, tá quase tudo certo, hein!
Por aqui, muita articulação, para fazermos a semana da consciência negra com os parceiros ao lado. Sem muita conversa fiada. Com muita Idéia Reta e hip hop de fato.
A Blackitude Já firmou com os coletivos Positivoz e Quilombo Cultural, com os grupos DaGanja, Opanijé, RBF, Afrogueto, com os grafiteiros Bigod, Lama, Lee27 e Neuro, com Dj Joe e com o break do Independente de Rua...
Acrescente aí: DJ Bandido confirmado!
Vai ter a primeira aparição pública de Nelson Maca & As Rainhas.
(Ói ói, pra quem não acreditou: tamo chegando...)
Haverá também a declamação do poeta visceral Giovane!
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Tem mais, hein:
a parceira Liliane Braga, jornalista e produtora de São Paulo, chegará, na manha, trazendo os haitianos Diegal e Vox Sambou que são componentes do grupo Nomadic Massive - sediado no Canadá.
Estarão presente em corpo, alma e música, trocando idéias positivas e rimas inspiradas.
E ainda falta confirmar umas figuras de ponta aí...
Muito em breve, soltamos o material completo, com todas as informações.
Serão três dias de movimentação hip hop na cidade!
O clima, do lado de cá, tá a 1.695 graus na sombra!
Todos os convocados colaram na hora, dizendo sim sem nãos!
Muito orgulho pra Blackitude poder contar com a crebilidade de tanta gente guerreira e talentosa na construção de nosso tributo por conta própria! Fazendo por nós e para nós mesmos! Não é de hoje que guerreamos pela cena!
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Vai ser louco! Vai ser Lindo! Tudo nosso! Se prepare aí, viu!!
Pré-lançamento de cd, apresentação de rap, break, graffiti, poesia, vídeo, estande de hip hop local e por aí vai...
Vi ser nos dia 21, 22 e 23 de Novembro!
A Caravana passa pelo Quilombo Cultural no Pelourinho
e pelo ICBA na Vitória!
Só falta o GOG, o Vaz e o Gaspar aparecerem também! rsrsrs
Não vão se esquecer, hein,
negrôzzzzz lindozzzzz!
Nêgrazzzzz Lindazzzzzz!
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"Quilombo dos Palmares, Pátria livre nas encostas da Colônia
Reino Preto e Soberano do Capitão Zumbi
Não podemos esquecer esta história de diversidade, Negros
Nossa ecologia mental, nossa verdade corporal, nosso comunismo encarnado...
Porém, mais do que isso, precisamos reviver, aqui e agora, nossa filiação quilombola
Caravanas a caminho de Palmares se cruzavam na trilha,
se juntavam e seguiam lado a lado.
Ai de quem se metesse a tentar impedi-los de seguir em sua caminhada...
Eram varridos como ciscos incômodos e mal quistos!"
(A caminho de Palmares)
Nelson Maca - Quilombo da Blackitude
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Fotos: todas da Internet - Nós pela livre informação!
Obs. Abdias do Nascimento (esta foto):
Mensageiro do Quilombismo, General do Enfrentamento!
One People!
One Love!
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