sexta-feira, 16 de novembro de 2007

União dos Manos: Quem é Preto do Gueto Sabe!!

Salve Rapa,
nos batemos amanhã
- olho-no-olho -
com a geração
"CABULOSA".

BlacKitude
presente
debatendo nossos interesses,
vociferando nossos rugidos poéticos

Respeito Constante
e Admiração Crescente Pela
União Dos Manos!

Nelson Maca
BlacKitude.BA
Liga Africana Atual

Trema Sistema

África!
One People!!
One Love!!!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Hamilton Borges Walê: Antipalatável Mesmo, Vagabundo

. Ódio, só vejo ódio.

“Folha seca num vendaval, um inútil, eu me sentia assim tio”. Mano Brown

Para Lio N’zumbi

Tá certo mesmo! Não tem por que chorar nesse dia de finados. Um parceiro meu me disse que já tinha chorado um oceano inteiro em sua curta vida, 28 anos sobrevivendo pelos lados tumultuados de Pirajá. Uma sorte que ele não esteja exposto em uma foto 3x4 na carneira pintada de cal nas Quintas dos Lázaros – que é o cemitério de guerra que abriga os pretos em Salvador – enfeitado por flores de plástico e banhado pelo pranto de sua mãe.

Rondando a cidade escuto as almas, o brado de ex-combatentes que vão nos inspirando e dizendo: “se nada valer a pena, lutar nos conforta”. Um dia no túmulo nenhuma dor nos perseguirá.
Por isso não lutamos, não protestamos e nem fazemos marcha ou caminhada pela paz. A paz que os racistas tem nos acenado é a de cemitérios, e há séculos.

Zeferina, por exemplo, nem túmulo tem para levarmos flores ou poemas recitados com fervor. Ela, a arqueira africana que lutava por liberdade no Quilombo do Órubu, pelos lados de Cajazeiras e Cabula, tombou em paz em 1826 combatendo a brigada militar criada por D. Pedro... a “gloriosa” policia militar do Estado da Bahia que foi criada para combater pretos e pretas e até hoje cumpre seu serviço com esmero.
Que Alá, o clemente, o misericordioso nos proteja e anime a luta.

Esse novembro está lotado de “atividades”, vários “ativistas” se preparam o ano inteiro para fazer sua parte “para elevação da Consciência da afro-descendência” nessa empolgante era das ações afirmativas. É apontar o discurso, preparar os panos e descer para pista.

Tem uma pá de debate, uns bagulhos pela paz, conferências e coquetéis; tem uns bailes da hora, umas feijoadas e umas festas de camisa colorida. Tem as reuniões com o governo e as assinaturas de protocolo; têm os recitais de poesia, os banquetes pra literatura; tem os receptivos afro, os rojões pela promoção da igualdade e homenagens com medalha para quem se destacou no ano. Tem de tudo!

Só nós, uns maloqueiros do contra, que não achamos graça de nada; não fazemos fé nas promessas, não toleramos os malditos infiltrados em nosso meio e não nos empolgamos com certa radicalidade de gabinete que vem disfarçada de bata africana e cabelo Black Power, umas caras-de-mal sem futuro fazendo média em nosso meio, pra nos agradar, mas aspirando o convite para transpor o palácio comportadamente seguindo o esquema. Que se fodam!!!! Esses aí, a gente pega na saída e cobra.

Quando estamos nós, lá, de boa, eu e meu amigo de Pirajá que não vê motivo pra comemorar e nem sentido nessa coisa black light, um cara que não ri a toa e que supera na moral os tiros covardes dos inimigos disfarçados que nos rondam, a gente pensa junto e alto.

- Porra mão! tá foda sobreviver nessa conjuntura de guerra aí.

E começamos a contar os mortos de nosso jeito. Mais de 900 pessoas mortas em Salvador e região metropolitana entre janeiro e setembro de 2007, maioria vítima de chacinas em bairros populares de maioria negra. O marinheiro Edvandro Pereira, friamente executado pelo tenente Pestana, e seus “aspiras”, deixando o rastro de sua pistola Ponto 40; as mesmas balas Ponto 40 que tiraram a vida de Clodolado Souza, o Rapper Blul, que deixou Kleber Álvaro – único sobrevivente da Matança de Nova Brasília – paraplégico e imobilizado. A morte brutal de Aurina (líder do Movimento dos Sem-Teto de Salvador), assassinada junto com seu companheiro e filho por policiais que foram denunciados por ela por brutalidade. O silêncio torpe das organizações de Direitos Humanos, quando traficantes são executados sumariamente pela polícia, como foi o caso de Eberson de Souza, conhecido como PITI, foragido do Presídio de Salvador, foi morto por policiais tendo três partes do braço quebradas, o que indica que ele não tinha condições de reagir, foi um caso clássico de execução sumária. Os relatos de tortura, as denúncias que fazemos ao Ministério Público, às Corregedorias, às Comissões Parlamentares de DIREITOS Humanos da Câmara e da Assembléia que são freqüentemente ignorados por essas autoridades, tudo isso indica o desprezo por nossas vidas.

Existe um discurso vago, incerto e indefinido sobe segurança pública na Bahia, e esse descaso tem o propósito de parar o debate. Para além do medo justificado, existe uma conivência com o modelo de segurança em curso que é de confronto, brutalidade e extremo controle da população mais vulnerável e, por conseguinte, mais perigosa para a manutenção dos privilégios patrimonialistas. O modelo de segurança pública já esgotada reforça-se hoje por um discurso ideológico de combate a criminalidade que nada mais é combate à população negra pela via do neo-colonialismo amplamente espalhado pelos territórios negros de África e Diáspora. Por isso, é urgente o internacionalismo de nossas lutas contra o genocídio, o cinismo e a tutela que alguns agentes governamentais tentam nos impor, sob a alegação de que somos todos companheiros.

Enquanto que nas tribunas, nos grupos de estudos e em reuniões de redes de direitos humanos se contemplam os motivos do acirramento da violência, da brutalidade policial e do terror em Salvador e região metropolitana, os cemitérios oficiais e clandestinos abrem suas covas imundas e as carneiras em cacos para receber nossos corpos que, quando não são mutilados nos deixando imóveis por balas saídas de armas de uso exclusivo de policiais, nos levam "pro saco". Os laudos do IML são eloqüentes para dizer que quem morre é faioderma, ou seja: um pardo qualquer, mesmo que tenha pele preta, do Calabetão, do Curuzú ou Pirajá, segundo o legista.

Por isso nesse Novembro Negro, pouco nos importamos com os festejos, com os gracejos e com as suítes literárias. Estamos muito ocupados em preparar as táticas que combatam os ardis dessa mistura ideológica de certos pretos militantes .gov.br.

Precisamos combater a idéia abstrata de que possamos lutar contra crimes de leza humanidade com medidas paliativas baseadas em formalidades acadêmicas do tipo cursinho de direitos humanos para as tropas que nos violentam, monitoramento de brutalidade policial escoltados com os próprios agentes das torturas no carnaval de Salvador.

Apoio a programas governamentais como o Pronasci, sem a menor critica às coisas vagas enunciadas como a mãe da Paz, a reestruturação do tecido social […], uns bagulho sem conversa, sem a participação de ninguém além das ONGs contempladas com vultosos recursos.

O Pronasci se quisesse ser de fé mesmo, faria inversão de prioridade na Bahia, ou seja, mais recursos para a defensoria, menos recursos para algemas; mais recursos para o Procon dentro da idéia original de consumo e violência, menos recursos para construção de cadeias que só abre a torneira dos governos para quem se beneficia com o complexo industrial carcerário, que são as empreiteiras, as empresas de segurança e de alimentação.

Esse Novembro Negro vai ser da hora, mas aí cada um na sua, sem mistura, nos encontrarão num futebol na penitenciária, num feijão em Pirajá, no ensaio do Ilê e recitando poesia com os caras do Blackitude e o Império Negro.

Hamilton Borges Walê.

Antipalatavél mesmo, vagabundo…

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Furacão Blackitude: O Pelourinho Vai Tremer! E o Céu Mudar de Cor

. .
Literatura Negra
e Cultura Hip Hop com
Consciência

Entre os dias 21 e 15 de novembro, a Praça das Artes, no Pelourinho, será palco do Pelourinho na Rota da Rima, iniciativa que aproximará várias linguagens artísticas, mas terá como cerne a literatura negra brasileira.

Opanijé (Bahia)

Estruturado como seminário-espetáculo, o evento propõe uma aproximação entre o texto dos mestres Luís Gama, Lima Barreto e Abdias do Nascimento com os dos novos poetas da negritude, com destaque para aqueles oriundos da cultura hip hop. Entre os convidados - professores, pesquisadores, poetas, atores – destaque para as presenças do rapper brasiliense GOG e do grupo paulista Z’África Brasil, que fazem shows na abertura e no encerramento.
.
B.Boy Ananias (independente de Rua)
.
Idealizado e produzido pelo coletivo Blackitude – Vozes Negras da Bahia em parceria com o Pelourinho Cultural, o projeto se encaixa nas atividades do mês da consciência negra. “De nosso modo, reverenciamos Zumbi dos Palmares com menos festa, mas com uma ação efetiva.
.

O objetivo central é discutir autores da chamada literatura negra brasileira, transitando pela poesia, prosa, drama e música”, explica Nelson Maca, do coletivo Blackitude, que coordena o Pelourinho na Rota da Rima.
.
Neuro (O Clan Crew)
.
Durante os cinco dias, a reflexão e a diversão se equilibram em aulas ilustradas, recitais, grafitagem e performance de teatro e dança. A programação, de quarta a sábado, começa sempre às 13h, com um grafiteiro executando ao vivo um trabalho relacionado aos temas do dia: os convidados são Limpo, Lee 27, Roque e Dimak.

GOG (Brasília - Periferia)
.
Na abertura, o destaque fica por conta da trajetória do cantor e compositor Genival Oliveira Gonçalves, mais conhecido como GOG, que será tema da palestra O poeta do rap, ministrada por Nelson Maca (UCSal), das 14h às 17h. A partir das 19h, o próprio GOG, que tem uma trajetória solidificada em duas décadas de rap e oito discos gravados, mostra ao vivo as canções de Aviso às Gerações, seu último cd. Antes de GOG, acontece o recital de poesia negra com os Poetas da Blackitude. O rapper brasiliense dividirá a noite com o grupo de rap local RBF – Rapaziada da Baixa Fria e interagirá com os dançarinos de break do grupo Independente de Rua, o grafiteiro Neuro e o DJ Joe.
. Abdias do Nascimento (Mestre de todos nós)

Nos dias seguintes, acontecem as palestras Abdias do Nascimento – Negro Drama, com o ator e diretor teatral Ângelo Flávio, que contará com a leitura dramática de um texto de Abdias pelo Coletivo de Atores Negros Abdias do Nascimento – CAN; Lima Barreto: Sentimento íntimo e luta coletiva, com a professora Sueli Santana (UNEB), e Luís Gama: Gênese da literatura negra brasileira, com o professor Sílvio Roberto (UNEB). As três palestras têm como público alvo professores, estudantes e a juventude e estão linkadas à Lei 10.639, que propõe a obrigatoriedade dos conteúdos africanos-brasileiros no sistema educacional brasileiro.
.
Lima Barreto
.
No encerramento, o Pelourinho na Rota da Rima tem o prazer de promover o primeiro show em Salvador do grupo paulista Z´África Brasil, que tem se destacado no cenário nacional, e até internacional, com um rap que trabalha com sonoridades afro-percussivas e com letras que tratam aspectos do cotidiano do povo negro brasileiro.
. DJ J.O.E

O show começará às 18h, e a participação local fica por conta do grupo Opanijé, do grafiteiro Peace e novamente dos dançarinos do Independente de Rua e do DJ Joe. Toda a programação tem entrada franca, porém a participação no seminário depende de inscrição prévia, que pode ser feita na sede do Projeto Pelourinho Cultural, no largo do Pelourinho, casa 12.
.

Z'África Brasil (São Paulo)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

O Comboio Blackitude Não Pára

.

Graffiti: Arte, Liberdade e Profissionalismo
Curso de Arte voltado para grafiteiros de Salvador promete balançar a sede da Caixa Cultural

Inicia-se nessa terça-feira, 13/11, o curso Graffiti: Arte, Liberdade e Profissionalismo. Acontece na sede da Caixa Cultural de Salvador sempre as terças e sextas, das19h às 21:30 até o dia 06/12. O curso é a primeira etapa do projeto Arte Graffiti na Galeria, aprovado no edital da Caixa Cultural, que, neste primeiro momento, atenderá 30 grafiteiros selecionados através de inscrição prévia. A segunda etapa, prevista para abril de 2008, será uma exposição coletiva com 10 grafiteiros, escolhidos os mesmos.

A atividade organiza suas abordagens através de três eixos básicos que tematizam a questão da transgressão na arte, um histórico do graffiti em Salvador e elementos relacionados às sua possibilidades artísticas e profissionais. Complementando essas discussões, haverá uma troca de experiência seguida atividade prática na cidade com um grafiteiro destacado na cena nacional e internacional. Organizado em forma de seminário com 14 palestrantes visitantes, o curso tem a coordenação do professor, ativista e produtor cultural Nelson Maca (UCSal, Blackitude).
.
Foto: Sora Maia

Em suas mais de 40 horas de atividades, o evento tem confirmadas as presenças ilustres da jornalista Ana Cristina Pereira (Correio da Bahia), do grafiteiro André Cunha (Neuro / O Clan Crew, editor do Zine Na Lata), do pesquisador e ativista cubano Carlos Moore (professor, biógrafo do músico Fela Futi), do agitador cultural Marcondes Dourado (vídeo-marker, performer), do professor Renatinho da Silveira (FACOM-UFBA, pesquisador, grafiteiro), do produtor cultural Rangel Santana (web designer), do pesquisador Roaleno Ribeiro Amâncio Costa (professor-diretor da Escola de Belas Artes - UFBA) e de fotógrafa Sora Maia. Outros nomes prometem confirmação ainda em breve, como o artista plástico Alberto Pita (Diretor do Cortejo Afro) e o grafiteiro Speto (SP). Além dessas personalidades, pretende-se um diálogo com os representantes da Caixa Cultural Salvador e IPAC no sentido esclarecer as possibilidades do gaffiti nas galerias do estado como um todo e da Caixa em particular.

Speto
Carlos Moore e Marcondes Dourado exemplificam bem o debate do binmômio arte x transgressão. O primeiro faz palestra sobre a o sentido revolucionário do grande nigeriano Fela Kuti e de sua núsica; o segundo aborda as possibilidade transgressivas do audiovisual. Renatinho da Silveira, Roaleno Costa e André Cunha (Neuro) fazem três abordagens singulares do grafitti: as experiências políticas da fase da ditadura militar e seus desdobramentos, o contexto da pop arte e o grafitti dos noventa para cá, dentro da cultura hip hop. Ana Cristina Pereira, André de Faria, Rangell Santana e Sora Maia têm a missão de problematizar elementos da profissionalização e divulgação da arte, levantando elementos complementares a um bom projeto, como a ampla e boa utilização da fotografia, a construção do portifólio e os mecanismos de divulgação nos ambientes impresso e digital.

A execução do projeto Arte Graffiti na Galeria está sob a responsabilidade da Pronto Comunicação e Cultura e do Coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia. Tem a coordenação geral de Ika Danusa, sendo a coordenação do curso Graffiti: Arte, Liberdade e Profissionalismo de responsabilidade de Nelson Maca, que assina também a curadoria da respectiva exposição. .


.FICHA
O
quê: Curso - Graffiti: Arte, Liberdade e Profissionalismo
Onde: Caixa Cultural Salvador. Rua Carlos Gomes
Quando: De 13/11 a 06/12, de terça a sexta-feira
Mais informações:
- Caixa Cultural: 3322-0228/ 3322-0219
- Pronto Comunicação e Cultura
9119.5404 (Ilka Danuza) / agenciadecultura@yahoo.com.br
- Blackitude:Vozes Negra da Bahia - 8147-7552 / 3498.1993 (Nelson Maca) / blackitude@gmail.com

sábado, 10 de novembro de 2007

Blackitude-Pelourinho :: Na.Rota.da.Rima

.
BlacKitude
Vozes Negras da Bahia

Projeto
:Blackitude-Pelourinho:
:Na.Rota.da.Rima:

Seminário–Espetáculo
de poética negra e hip hop

Período: 21 a 25 de Novembro/07

Conferências: Auditório da Praça das Artes
Inscrições e Informações:
Pelorinho Cultural: 71-3117.1509
blackitude@gmail.com

Shows: Praça das Artes
Entrada Franca


21.11 – Quarta-feira
Tema - GOG: o poeta do Rap

13h00 - Graffiti ao vivo - Limpo
14h às 17h - Palestra ilustrada
Nelson Maca (Blackitude/ Ucsal)

Show 1 - Praça das Artes
Quarta-feira - a partir ds 19 h

Poetas da Blackitude
RBF (Bahia)
GOG (Brasília)
+
Independente de Rua (Break)
Neuro (Graffiti)
Dj Joe


22.11 – Quinta-feira
Tema - Abdias do Nascimento: Negro Drama

13h – Graffiti ao vivo - Lee 27
14h às 17h - Palestra ilustrada
Ângelo Flávio (CAN)

23.11 – Sexta-feira
Tema - Lima Barreto: Sentimento íntimo e luta coletiva

13h – Graffiti ao vivo - Roque
14h às 17h - Palestra ilustrada
Sueli Santana (UNEB)

24.11 - Sábado
Tema - Luis Gama: Gênese da Literatura negra brasileira

13h – Graffiti ao vivo - Dimak
14h às 17h – Palestrante ilustrada
Silvio Roberto (UNEB)

Show 2 - Praça das Artes
Domingo a apartir da 18h
Poetas da Blackitude
Opanijé (Rap-Bahia)
Z’ África-Brasil (Rap - São Paulo)
+
Independente de Rua (Break)
Paece (Graffiti)
Dj Joe

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Mutirão Mete Mão - se liga na lôca programação de novembro!

.

Blackitude Canta Zumbi - Aguardem!!


Opanijé / Bahia
Se você ainda não notou, sou Negro!




GOG / Brasília
O Amor venceu a guerra!




Z'África Brasil / SP

Tem cor : Age, Tem que ter CorAgem





RBF / Bahia

Sou Blackão! ... Respeito é Bom!




Projeto
Blackitude-Pelourinho: Na.Rota.Da.Rima
Seminário-Espetáculo: Literatura Negra + Hip Hop
De 21 a 25 De Novembro No Pelô
Aguarde Programação Completa

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Semana de Arte Moderna da Periferia: INTRADUZÍVEL!!

.QUERIA poder falar da Semana de Arte Moderna da PERIFERIA,
PORÉM... tudo que há no blog do poeta Sérgio Vaz é INTRADUZÍVEL.

E então... Vamos lá, ver com os olhos??

http://www.colecionadordepedras.blogspot.com/

Nelson Maca - Verdadeiramente Impressionado!!

Blackitude: Vozes Negras da Bahia

.
BlacKitude = Diversão Consciente

A Blackitude: Vozes Negras da Bahia
reúne pessoas para apresentações artísticas e trabalhos sociais. Nossa vinculação ao hip hop segue duas bases: a estética das linguagens artísticas dos chamados quatro elementos, e a inserção nas lutas sociais. Entendemo-nos como desdobramento do movimento negro e procuramos retomar a linha estética e política da década de setenta, como uma tentativa de desdobramento do Black-Bahia, que lançou as sementes dos blocos afros. Concebemos a arte como meio de luta contra a discriminação e o racismo que vitimam o povo negro. Por isso Blackitude: blacks + atitude. Blacks com atitude.

O coletivo atua no processo de consciência, construção e independência do hip hop soteropolitano. Desta militância, já resultaram atividades que envolveram posses, escolas, faculdades, associações de bairro, sindicatos, teatros, passeatas, festas, etc. Participa do movimento da sociedade civil, dando ênfase ao processo cotidiano do hip hop como experiência positiva e que pode ser aproveitado na elaboração de projetos que priorizem a construção e defesa de uma cidadania ampla e plural.

A Blackitude se mantém fiel às linguagens do hip hop, mas estabelece um diálogo cultural mais abrangente. Há também o interesse pela literatura, cinema, teatro. Enfim, por tudo que possa expressar a realidade do povo negro brasileiro. Tenta ser uma ponte entre o hip hop e outras experiências culturais. Tem o orgulho de levar o hip hop para dentro de espaços oficiais sem subserviência, sem ferir a tensão gerada pela rebeldia que lhe é vital. Tem orgulho de participar da vida política da cidade sem permitir seu aparelhamento: partidário ou de qualquer outra natureza.

.
Algumas atividades desenvolvidas pela Blackitude

- Fev/05 – Penso, logo existo – Theatro XVIII
- Mar/05 – Rua Real Grandeza – Projeto Salvador FACED-UFBA
- Abr/Mai/Jun/Jul/05 – Oficina de DJs / Consórcio da Juventude – CJP / INS Rosário dos Pretos – Em parceria com o Instituto Cultural Steve Biko
- Jul/05 – Workshop de DJ com KL Jay (Racionais MCs) – Theatro XVIII
- Jul/05 – I Baile da Blackitude – Com o Dj KL Jay (Racionais Mcs) - CODEBA
- Set/05 – Oficinas de hip hop da Fundação Palmares – Zauber Multicultura
- Set/05 - Festa de Aniversário da Fundação Palmares – Zauber Multicultura
- Out/05 – Workshop com GOG (Rapper) – Zauber Multicultura
- Dez/05 –Mercado Cultural - Estande FALA - Teatro Castro Alves
- Dez/05 – Mercado Negro: Mostra de hip hop – Mercado Cultural - Zauber Multicultura
- Jan/06 – Hip Hop Conexão Salvador-Brasília; show com o Rapper GOG de Brasília
- Mai/Jun/Jul/Ago/06 – Of. de Prod. Cultural / Consórcio da Juventude – Em parceria como Instituto Cultural Steve Biko
- Dez/06 - Participação no Mercado Cultural– Feira de Projetos –Reitoria/UFBA
- Mai/jun/07 – Seminário: Cultura Black na Diáspora: Tributo a James Brown
- Jun/07 – II Baile da Blackitude – Com KL Jay (Racionais MCs) - Praça da Cruz Caída

terça-feira, 6 de novembro de 2007

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

LANÇAMENTO: "85 letras e um disparo" / novo livro do Escritor Sacolinha

"85 letras e um disparo"
Escritor Sacolinha
(Col.Lit.Periférica - Global Ed.)
.
dia 08/11/2008
Livraria Nobel / Shopping Center 3 / Piso Cinelândia
São Paulo: Av. Paulista, 2064 / 11-3287.7387

domingo, 4 de novembro de 2007

ENTREVISTA / Escritor Sacolinha

.
Sacolinha,
também conhecido como Ademiro Alves, morador da periferia paulistana, gosta de ser chamado de escritor, para assim lembrar que ser escritor é possível; você entende, não é, man? No dia 8 de novembro, quinta-feira próxima, lança 85 Letras e um disparo, mais uma obra da Coleção Literatura Periférica da Global Editora. Depois de Sérgio Vaz e Alessandro Buzo, chegou a vez desse rapaz lá de Suzano lançar o terceiro volume da coleção. A base do livro é um conjunto de contos com sua primeira versão independente. Eles voltam agora compondo um volume revisto e ampliado. Mesmo um tanto bravo comigo, que prometi visitá-lo lá em Suzano e não cumpri, ele responde minhas perguntas de maneira objetiva e firme. Então, vamos lá: uma boa viagem a todos, e espero que vocês tenham a mesma satisfação que eu de conhecer esse escritor jovem que, apesar dos belos gols que tem feito, ainda tem muito futebol pela frente; muita alegria para sacudir a galera.

Gramática da Ira (GI): Salve Sacola, tudo certo, menino? Diz aí pros parceiros do Gramática da Ira como você gosta de ser apresentado? Por quê?

Sacolinha (S): Peço sempre que me chamem de “escritor Sacolinha”, escritor pra mostrar que é possível e Sacolinha porque é a minha identidade, mesmo sendo no diminutivo eu sou grande, e como sou.

GI: São quantos livros já publicados em sua carreira? Dá para fazer um resuminho de cada um? Como podem ser adquirido?

S: São três. O romance Graduado em marginalidade que foi meu primeiro livro é uma foto que tirei de um bairro aqui perto. O segundo que foi o de contos 85 Letras e um disparo que trata de vários temas de nossa sociedade. E por fim vem a segunda edição revista e ampliada do 85 Letras e um disparo, com novos contos e com uma pegada mais inovadora.

GI: Como está sendo sua primeira experiência numa grande editora? Quais suas expectativas com relação a 85 Letras versão Global? Fale um pouco do livro.

S: Por enquanto nenhuma novidade já que eu circulo nesse meio há algum tempo, pois mesmo publicando meus dois primeiros livros independentes, sempre espreitei os bastidores das editoras grandes. E com relação às expectativas eu procuro não carregar nenhuma, pois sei que depende muito de mim, e que se eu não fizer o negócio virar, acabo me queimando.

GI: Diga aí qual sua opinião sobre os encaminhamentos da coleção Literatura Periférica da Global Editora: tratamento gráfico, autores, textos, relação com os autores, etc.

S: Até o momento não tenho do que reclamar, talvez também seja cedo pra eu responder essa pergunta.

GI: Na real mesmo, diga aí pra nós, como foi sua experiência no Programa do Jô? Ele é chato e arrogante mesmo, ou é só impressão do Brasil inteiro?

S: Sei lá. O contato que tive com ele foi aquele que todo mundo assistiu. Não teve papo antes e nem depois da entrevista. Amarguei duas horas e meia no camarim á espera de uma atenção, depois entrei no stúdio, gravei e assim que foi para o intervalo já foram me tirando do stúdio. Vale lembrar também que tudo aquilo ali é editado, tudo, tudinho.

GI: Fale de sua experiência literária dentro da Prefeitura de Suzano? Como você trabalha o fato de ser um escritor periférico desenvolvendo trabalhos no âmbito oficial?

S: Estou comendo pelas beiradas, ou seja, eu já fazia isso antes de trabalhar lá, a única diferença é que agora tem uma pequena estrutura: telefone, computador, internet, espaço físico e de discussão com o poder público. Sendo assim fica mais fácil publicar novos autores, desenvolver concursos literários, debates e trazer escritores para a cidade. É necessário cada vez mais espaço para a literatura que sempre foi a prima pobre das artes.

GI: Como é que funciona seu sarau erótico? E a revista que você tem publicado, principalmente, com escritores novatos?

S: A idéia do Pavio erótico foi minha, mas ele não é meu não, é da população que tomou de conta assustadoramente. Com este projeto passamos de entretenimento para responsabilidade, pois incentivamos muitas pessoas a ler, escrever e apresentar. A parceria com a secretaria de saúde do município deu certo. Eles vêm com preservativos e informações sobre DST’s. Unimos o útil ao agradável. A revista Trajetória Literária foi uma grande conquista. Anualmente consegui garantir a publicação de 20 autores (as) inéditos (as).

GI: Você já veio à Bahia? Quando virá? Tirando os medalhões já desgastados pelo tempo e pela baianidade que nos deprime, quem você já leu daqui? Onde? Gostou?

S: Já fui para Ibirataia, foi uma experiência e tanto. Fui e voltei de ônibus, rachei a cabeça de tanto sol que tinha por lá. Tudo isso pra poder escrever com conhecimento de causa um texto que pretendo lançar em livro mais pra frente. João Ubaldo Ribeiro foi o autor desses lados que mais gostei quando li. O cara tem um
estilo só dele e que em momento algum deixou de lado o regionalismo e mesmo assim conquistou muitos
leitores, desde adolescentes até idosos. E ainda intelectuais.

GI: Que pergunta você faria para você mesmo enquanto escritor? Como responderia?

S: Seria mais feliz do que já sou se conseguisse responder às minhas próprias perguntas. Vivo em guerra comigo mesmo, o tempo todo.

GI: Que pergunta gostaria de deixar pra nós, do lado de cá?

S: Se vocês não estão a fim de trocar o sossego da Bahia, a magia do Pelourinho, a emoção de ter o Ilê Ayê e o
Olodum, o Dic do Tororó com seus santos, o 2 de fevereiro, e as praias por essa metrópole de São Paulo?

GI: Quem se sentir instigado a responder, entra aí nos comentários e mande ver....

Valeu, Sacolinha,
obrigado pela presença em nossa nada humilde casa! rsrs

Nelson Maca
Blackitude.BA / Cooperifa.BA
Liga Africana Atual
One Love!!

Contato com o escritor Sacolinha: (11) 4747-4180
ttp://www.sacolagraduado.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Uns vivem em mim; viverei em outros também?

.
Caramba,
hoje é dia de finados.
Na real, nunca liguei muito para esta data, e para as demais. Natal, dia disso, dia daquilo, foram se apagando em minha mente na medida que eu fui construindo minha rebeldia: preta e insubmissa.
Mas a vida é a vida...
E temos que pagar o preço da passagem...
Então, começamos a experimentar coisas que, na real, não previmos, não escolhemos...
.
Hoje é finados, né meu?
.
E a vida tem, a cada dia, me aproximado mais da experiência da morte.
Não a minha própria: tô vivão ainda!
Mas a de parceiros e parceiras queridos que se vão, aos poucos, se despedindo das esferas de cá...
Muitos nos deixam de surpresa, assim, de uma hora pra outra, sem, ao menos, dar um pequeno prenúncio, fazem a mala e partem.
Mesmo em silêncio, nos deixam a incumbência de dar prosseguimento às suas obras, ao desmanche do castelo racista, à implosão do palácio colonial que se edificou daninho dentro de nosso peito sem catedrais...
E aí não teve jeito, lembrei, novamente, de meu mestre querido e ao lado, Luis Orlando da Silva: The Rasta Man Vibration!
Inevitavelmente, choro, ainda meio escondido entre os escombros deixados no meu peito pelo irmãozão grande meu...
Aliás, nem sei porquê, pois tudo nele, para mim, representou força, vida e, acima de tudo, apesar de sempre quase rude, foi só alegria e Negritude para mim.
.
Mas tem também os que nascem,
enchendo nossas noites de dias. E enchem nossos dias de sons, brinquedos, sorrisos... alegrias renovadas... novas esperanças... De preocupação e divertimento, de cuidado e devaneio....
.
Também tenho experimentado a experiência da vida com mais intensidade.
.
Outro dia, encontrei umas daquelas professoras universitárias mal amadas, burguesas e afrancesadas, num dos corredores da minha antiga universidade.
Quase ela me trucida quando disse que não terminei minha dissertação (em duas ocasiões!! Rsrsr).
.
Pois é,
“Mademoséle” da Silva, não terminei as duas dissertações, mas fiz duas meninas e estou criando minhas duas filhas com o cuidado de uma tese que vingará, que terá sempre validade e nunca se engavetará.
Minhas filhas, minhas obras completas!!
Felizmente, Deu tempo d'elas conviverem com o Luis Orlando da Silva.
Serem, tal qual o pai, inoculadas pelo vírus da consciência, conhecimento e auto-estima.
.
Lembro-me de um presente que ele trouxe para elas numa de suas muitíssimas viagens.
Só ele mesmo poderia ter dado a elas suas primeiras bonecas pretinhas.
.
Agora eu olho pra elas,
brincando com tantas bonecas pretinhas que têm, e me lembro dele, também avô, como eu, desses brinquedos que ajudam a semear o nosso amor próprio.
Da mesma semente que L.O. semeou entre nós.
Quem sabe, sabe!
Luís, meu velho camarada, não é saudade,
Irmão, é Amor o que sinto por ti.
Isso nunca acabará, Mestre!!
.
Nelson Maca –
um sorriso nos lábios, duas lágrimas nos olhos
e o punho cerrado ao ar como você me ensinou, Black Panther!!
.
. Pode deixar, Rasta,
nunca deixarei de dizer a verdade às crianças!
.
Foto1- Luís Orlando
Foto 2- Lucinha Black power
Foto3- Luiza Gata
Foto 4- Lucinha Black Power
Foto 5- Lucinha Black Power, Line, Lina e Luiza Gata (por ironia: minha "branca de neve")

Festejo meus mortos porque, em mim, eles vivem

.
Luis Orlando.

meus mortos vivem em mim
.
... mas sei, também, que choro pelos cadáveres adiados que procriam...
.
A dor em mim derrama-se em lágrimas
Chorei muito pelo Luís Orlando.
Chorei inocente como criança inocente.
Acho que renasci um pouco!!
Estou chorando agora - de frente para o computador.
Ele é insubstituível onde esteve!!
Só isso: sem explicação.
Sem tese.
Sem ideologia.
Sem comparação.
Aliás, não tenho argumentos para sua morte que vi chegando.
.
Dias atrás, ao entrar na Sala Valter da Silveira,
Chorei de saudade do guerreiro tão perto que eu podia tocá-lo.
Uma fortaleza, assim, ao meu lado na passagem do meio.
E eu fiquei meio só em alguns quesitos!
Precisando recompor minha lateralidade.
Sei que, realmente, amo-o muito.
Só depois descobri que, na realidade, ele não era um irmão para mim.
Ele sabia que era um meu ancestral presente.
Agora sei que vivi com meu mestre sem saber e sem hierarquias!!
Mestre também em saber ser invisível na hora certa.
Em conspirar na doçura.
Em triturar com sorrisos.
Em brilhar intensamente com luz baixa.
Em aquilombar-se feroz mesmo nas oficialidades.
.
E como me disse um cineasta preto de fato
Ainda falta às homenagens incompletas
Lembrar que Luís Orlando era Negro.
Que era Rasta.
E, como Negro, e como Rasta,
Viveu para seu povo.
E, como Negro, e como Rasta,
Quase deixam-no morrer num corredor de hospital público.
Mas lá estavam seres humanos da envergadura de Paulo James e Lu Cachoeira.
Que deram ao epílogo do nosso mestre um resquício de dignidade.
E, pasmem!, sorrimos ao vê-lo entrando numa UTI.
Deixei para chorar em casa.
Não tínhamos quase esperança,
Mas vimos nosso homem tomado banho, num leito limpo e cercado de cuidados.
No mais, a vida segue.
.
.
Com Saudade, Admiração e Lágrimas nos Olhos,
Nelson Maca

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

4 KIZUMBA - NÓS POR NÓS - ESSE É PRA QUEM É!!

.
É neste final de Semana o 4 Kizumba.
.
Me emociono só de pensar no barato!
Lôco, hein, a moçadinha lá do Bom Juá, Retiro, São Caetano, etc e tal, continuam dando um banho de competência.
Um exemplo para todos nós da Blackitude, os marrentos que pensam que sabem alguma coisa de vida comunitária!!
Na moral, na atitude, as meninas tomam a frente e fazem um evento estético e político, para discutir a nossa condição, o nosso orgulho próprio, a nossa luta.
Você tá me entendendo, né? Tô falando de nós mesmos, pretos e pretas periféricos.
Você não acha que não é, não é?
Com certeza, vou lá, não por obrigação, mas por Amor, cumplicidade.
Você sabe o que significa o nosso amor, não sabe?
Então, tá! Te vejo lá!
Vou aproveitar o ensejo e vou visitar meu irmão Nenê, e aproveitar pra almoçar na casa da Dona Creusa. Amanhã ligo como quem não quer nada. Só espero que o perdido do filho dela esteja em casa.
Pode ser lasanha ou dobradinha ou feijoada, viu, comandante Creusa.
Vou convidar a primeira dama do meu barraco, a Ana C.
As minhas obras completas, Lucinha Black Power e Luiza Gata, nem precisa chamar, se escalam sozinhas quando o assunto envolve queimado, geladinho e os castelos da Jaqueira.
Vamos dar um jeitinho de passar na “Delicatessen da Retirolândia”, mais conhecido como bar entorta zóio!, né Penga?
Vamos dar um abraço na Liu, Negona cem por cento, ponta firme.
Quem sabe, sabe conhece bem - desde pequenininho!!
De quebra, podemos degustar um miau no palito lá no Largo do Retiro, de olho na BR.
Você já ouviu falar no espetinho do Zé!?
Então, tá marcado!
Mas não marque toca,
senão você vai parar segunda-feira em Feira de Santana!
.
Fica marcado: nos vemos no 4 Kizumba!!
.
Agoram digam Negrazzzzzzzzzzzz Lindazzzzzzzzzzzzzz
.
Nelson Maca - Coração a milhão

FORA DE ÓRBITA RAP - AGAIN

.

"FORA DE ÓRBITA RAP" Segue Firme, Forte e Nosso!!

.Fora de Órbita Rap
abalando a cidade desde janeiro de 2007, chega a sua 6 edição intacta. Capitaneada por Blequimobiu, família Blackitude de longas datas, longe e perto, a festa tem se firmado na crescente cena hip hop de Salvador.
.
Hoje, a Fora de Órbita, além de se firmar na difícil soterópolis carnavalizada, estabelece laços com iniciativas de outras cidades e estados, como a Brutal Crew, que realiza a tradicional “Batalha do Real” e a Liga dos MC’s no Rio de Janeiro.
.
A Fora de Órbita Rap teve suas primeiras edições na Casa MUV, lá na Rua do Carro.
Em maio de 2007, estréia no Espaço 40, no Pelourinho, trazendo pela primeira vez a Salvador os MC’s Marechal e Gutierrez, ambos referência carioca no cenário nacional.
.
Passaram pelo palco da Fora de Órbita Rap boa parte dos grupos, MC’s e DJ’s da cidade como: Afrogueto, QMB, Coscarque, Lord, Dimak, Sereno, Diego 157, Haggar, Kentaks, K-libre, Soker, Sr. Ranneo, Opanijé, DJ Leandro, DJ Poeira, DJ Gug, DJ Chacal, DJ M’Jay, DJ Ed.
.
No contexto deste evento, tornaram-se populares na cena local nomes como: Oddish, Sardinha, Don Rimático, Bruno, Baga, Duq R.A. Alguns já começam a ganhar visibilidade fora da Bahia, como é o caso de Oddish, convidado pela Brutal Crew para participar da Liga dos MC’s 07, edição nacional.
.Rangell Blequimobil
completa as informações da festa, lembrando que:
“ Agora, a Fora de Órbita Rap parte para um novo formato. Em parceria com o ‘África 900 Galeria Bar Club’ passa a acontecer as quintas das 19h às 23h. Uma espécie de Happy Hour; o gueto merece e tem horas felizes.”
.
Então, vê se não se esquece, viu, Negão: é toda quinta a partir de 8 de novembro.
Então, nos vemos lá, né não, Negona? É no centro, tá? Rua Carlos Gomes. Conhece? rsrs
.
Vamos todos sair de nossas órbitas, para poder girar em outras esferas.
Se é que você me entende, Mon!!
.
Para mais detalhes do evento e notícias de hip hop e afins, dentro e fora de Salvador, dentro e fora do país, acesso também:
http://www.tocadiscopublico.blogspot.com/

Depois você me diz o que achou!!

Juntos Sempre!!
(Blequimobil /vermelho/ e Nelson Maca /verde/ em flagrante delírio delito ilícito / rsrs)
.
É tudo nosso!!
.
Nelson Maca – Blackitude.BA / Liga Africana Atual
.
SERVIÇO: Fora de Órbita Rap
LOCAL: África 900 Galeria Bar Club, Av. Carlos Gomes (em frente ao ponto do posto de gasolina)
DATA: Toda quinta-feira a partir do dia 08 de Novembro.
HORÁRIO: Das 19 às 23 horas
INGRESSO: R$5 (Direito a um drink), as 50 primeira mulheres não pagam.
APOIO: Revista Elementos, Brutal Crew, Ervalife, Africa 900
CONTATOS: 71 88770274 (Rangell) ou foradeorbitarap@gmail.com